Guarda faz vigilância na entrada de unidade básica de saúde no Distrito Federal após aprovação de lei da CLDF que reforça a segurança para profissionais da saúde.
Guarda faz vigilância na entrada de unidade básica de saúde no Distrito Federal após aprovação de lei da CLDF que reforça a segurança para profissionais da saúde.

CLDF aprova lei que garante vigilância nas unidades de saúde para proteger profissionais

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto de lei que determina contratação de serviços especializados de vigilância para proteger profissionais de saúde nas unidades públicas do DF. A medida inclui presença de agentes de segurança, implementação de medidas preventivas e capacitação contínua. A decisão responde a crescente preocupação com episódios de violência contra médicos, enfermeiros e demais trabalhadores da saúde.

Aumento da violência em unidades de saúde

Profissionais de saúde relatam episódios frequentes de agressões verbais e físicas, principalmente em momentos de superlotação ou quando pacientes e familiares se frustram com tempo de espera. A violência compromete não apenas a segurança dos trabalhadores, mas também a qualidade do atendimento. O ambiente hostil aumenta rotatividade de profissionais e dificulta retenção de talentos.


Vigilância especializada como solução

A lei prevê que agentes de segurança recebam treinamento específico para atuar em ambiente hospitalar, diferenciando-se da vigilância patrimonial comum. A capacitação aborda técnicas de mediação de conflitos, primeiros socorros e protocolos de emergência. A presença ostensiva funciona como fator de inibição para potenciais agressores e oferece resposta rápida em situações críticas.

Implementação gradual nas unidades

A execução da lei depende de disponibilidade orçamentária e contratação das empresas especializadas. As unidades com maior incidência de ocorrências violentas devem receber prioridade. Hospitais de urgência e emergência, que atendem casos graves e lidam com maior tensão emocional, estão no topo da lista.

A aprovação da lei representa reconhecimento de que profissionais de saúde precisam de condições seguras para exercer suas funções. Médicos e enfermeiros não deveriam temer por sua integridade ao prestar atendimento. A medida, embora necessária, evidencia problema social mais amplo: a banalização da violência e dificuldade de lidar com frustrações. Enquanto a segurança é reforçada, sociedade precisa refletir sobre valores de respeito e empatia.