A principal mudança tributária de 2026 entrou oficialmente em vigor nesta quarta-feira. A Lei nº 15.270/2025 estabelece isenção total do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil mensais, beneficiando mais de 10 milhões de brasileiros. A medida faz parte da estratégia do governo para fortalecer o poder de compra da classe média e aquecer a economia em ano eleitoral.
Impacto no orçamento das famílias
Para quem recebe exatamente R$ 5 mil por mês, a economia pode chegar a R$ 420 mensais, valor que antes era destinado ao pagamento do tributo. Trabalhadores com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terão redução gradual da carga tributária através de redutores adicionais criados pela Receita Federal. O governo estima que a medida injetará cerca de R$ 28 bilhões na economia ao longo de 2026, dinheiro que poderá ser direcionado ao consumo ou à redução de endividamento familiar.
Compensação pela alta renda
Para equilibrar as contas públicas e compensar a perda de arrecadação, o Executivo instituiu o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo. Brasileiros com renda anual superior a R$ 600 mil enfrentarão alíquota progressiva de até 10%. Quem ultrapassar R$ 1,2 milhão anuais terá alíquota mínima efetiva de 10%, independentemente de deduções. O Ministério da Fazenda calcula que aproximadamente 141 mil contribuintes serão afetados pela nova tributação.
Debate sobre inflação e consumo
Economistas divergem sobre os efeitos da medida na inflação. Enquanto o governo defende que o dinheiro extra estimulará a economia e gerará empregos, analistas do mercado financeiro temem pressão inflacionária adicional. A dúvida central é se os R$ 28 bilhões serão usados para consumo imediato ou para redução de dívidas das famílias. O Banco Central retirou sua sinalização futura sobre juros justamente devido às incertezas relacionadas ao impacto dessa mudança no comportamento dos consumidores.
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