Casa Branca considera oferecer entre US$ 10 mil e US$ 100 mil para cada um dos 57 mil habitantes da Groenlândia como estratégia de anexação do território ártico, segundo fontes familiarizadas relataram à Reuters. Proposta surge dias após captura de Maduro, com Trump declarando em 9 de janeiro que “propriedade plena” da ilha é “psicologicamente necessária” para sucesso americano, rejeitando arrendamento ou contratos tradicionais.
Dinamarca e OTAN reagem duramente
Primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen advertiu que ataque à Groenlândia “poderia significar fim da OTAN”, enquanto primeiro-ministro groenlandês Jens-Frederik Nielsen exigiu no Facebook: “Basta… Chega de fantasias sobre anexação”. Sete líderes europeus – França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Dinamarca, Polônia e Espanha – emitiram declaração conjunta afirmando que Ártico é prioridade da aliança atlântica e que Groenlândia está coberta por garantia de segurança da OTAN.
Terras raras e posição estratégica
Trump justifica ambição citando presença de “navios russos e chineses por todo lado” e necessidade de “dissuadir adversários na região ártica”. Secretária de imprensa Karoline Leavitt confirmou que “utilizar forças militares dos EUA é sempre opção à disposição do comandante-chefe”. Ilha contém reservas estratégicas de terras raras e minerais essenciais para tecnologia moderna, com rotas marítimas ganhando relevância com degelo no Ártico.
População rejeita massivamente proposta
Pesquisa da Verian citada pelo Financial Times revela que 85% dos groenlandeses se opõem a tornar-se americanos, alegando padrão de vida muito mais elevado sob administração dinamarquesa. Secretário de Estado Marco Rubio anunciou reunião com governo dinamarquês “na próxima semana” para discutir tensões. Presidente finlandês Alexander Stubb declarou solidariedade: “Ninguém decide pela Groenlândia e Dinamarca a não ser a própria Groenlândia e Dinamarca.”
Trump minimizou reação europeia afirmando que “Rússia e China não têm medo da OTAN sem os EUA”, expondo fraturas crescentes na aliança militar ocidental em momento de máxima necessidade de unidade.
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