PIB Brasil 2026 cresce apenas 1,6%, pior resultado econômico em seis anos
PIB Brasil 2026 cresce apenas 1,6%, pior resultado econômico em seis anos

PIB brasileiro deve crescer apenas 1,6% em 2026, o pior em seis anos

O Produto Interno Bruto brasileiro deve crescer apenas 1,6% em 2026, o pior desempenho em seis anos, segundo projeções do Banco Central divulgadas em seu último relatório trimestral. A soma de todos os bens e serviços produzidos no país enfrentará desaceleração significativa, refletindo o impacto prolongado de juros elevados e as incertezas típicas de um ano eleitoral.

Juros altos freiam expansão econômica

A manutenção da Selic em patamares restritivos, atualmente em 15% ao ano, é o principal fator de contenção do crescimento. Taxas de juros elevadas encarecem o crédito para empresas e consumidores, reduzindo investimentos produtivos e o consumo das famílias. Mesmo com o início previsto de cortes na taxa básica ao longo de 2026, os juros devem permanecer em dois dígitos durante todo o ano, limitando o dinamismo da economia.

Setores apresentam desempenho desigual

O setor de serviços deve continuar aquecido, sustentado por um mercado de trabalho ainda resiliente, com taxa de desemprego em níveis historicamente baixos. Por outro lado, a indústria enfrenta dificuldades com custos elevados e competição internacional acirrada. O agronegócio surge como destaque positivo, com expectativa de nova safra recorde e expansão das exportações, especialmente de soja e carnes.


Medidas governamentais tentam impulsionar atividade

O governo federal aposta em políticas de estímulo para compensar parcialmente o efeito restritivo dos juros altos. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil deve injetar R$ 35 bilhões na economia, enquanto a ampliação do Minha Casa Minha Vida e outros programas sociais buscam sustentar o consumo das famílias de menor renda. Economistas avaliam que essas medidas podem adicionar cerca de 0,8 ponto percentual ao crescimento.

O cenário de 2026 é desafiador, mas não catastrófico. A expressão que melhor define a economia brasileira no próximo ano é: “não desaba, mas também não decola”. Empresários e investidores precisarão de planejamento cuidadoso e gestão eficiente para atravessar um período de crescimento modesto, marcado por juros elevados, inflação controlada e volatilidade relacionada às eleições presidenciais.