A crise humanitária e política no Irã atingiu um novo patamar de gravidade neste domingo (11). De acordo com balanços atualizados por organizações de direitos humanos e agências internacionais, o número de vítimas fatais nos confrontos entre manifestantes e forças de segurança subiu para 192. A escalada da violência ocorre após uma série de protestos que se espalharam pelas principais cidades do país, incluindo a capital, Teerã.
Intensificação da repressão e bloqueio de comunicações
Os novos dados refletem a violência dos embates ocorridos nas últimas 48 horas. Relatos indicam que a polícia tem utilizado táticas mais severas para dispersar as multidões, incluindo o uso de munição real e gás lacrimogêneo em áreas residenciais.
Como estratégia para conter a organização dos atos, o governo iraniano intensificou o bloqueio parcial da internet e o monitoramento de redes sociais. Isso dificulta a verificação precisa do número de feridos e detidos, que, segundo ativistas locais, já ultrapassa a marca de milhares de pessoas.
Causas da instabilidade e reivindicações
O que começou como uma manifestação isolada contra políticas econômicas e restrições sociais evoluiu para um movimento nacional que contesta a estrutura de poder no país. Os manifestantes reivindicam:
Maiores liberdades civis e direitos individuais.
Reformas econômicas urgentes para conter a inflação galopante.
O fim da repressão violenta contra vozes dissidentes.
Reação Internacional e Sanções
A comunidade internacional reagiu com preocupação ao aumento do número de mortos. Líderes das Nações Unidas e da União Europeia emitiram notas condenando o uso desproporcional da força e pedindo a abertura de corredores de diálogo.
Há discussões em curso em Washington e Bruxelas sobre a imposição de novas sanções econômicas direcionadas às autoridades responsáveis pela repressão. Por outro lado, o governo do Irã mantém o discurso de que os protestos são incentivados por “agentes externos” que buscam desestabilizar a soberania nacional.
Perspectivas para os próximos dias
Analistas de risco político sugerem que a situação permanece em um impasse crítico. Sem sinais de concessões por parte do governo e com a persistência dos manifestantes nas ruas, o temor é de que o balanço de vítimas continue a subir na próxima semana. Organizações de ajuda humanitária tentam negociar acesso para prestar socorro aos feridos em zonas de conflito intenso.




































































