O JPMorgan, um dos maiores bancos de investimento do mundo, **revisou suas projeções para a política monetária dos Estados Unidos e passou a prever que o Federal Reserve (Fed) fará um aumento da taxa de juros no terceiro trimestre de 2027, em vez de cortes previstos anteriormente. A mudança ocorre após dados econômicos recentes mostrarem que o mercado de trabalho americano continua mais resiliente do que inicialmente esperado.
Na projeção atualizada, o banco retirou sua expectativa de redução de juros para janeiro de 2026, que constava em previsões anteriores, e apontou que o próximo movimento do Fed será um aumento de 25 pontos-base em 2027, sinalizando um ciclo monetário mais duradouro e cauteloso do que o antecipado por parte do mercado.
Outras instituições ajustam previsões
Além do JPMorgan, outros grandes bancos e instituições financeiras também ajustaram suas projeções para a política monetária americana. O Barclays e o Goldman Sachs, por exemplo, adiaram previsões de cortes de juros para meados ou final de 2026, refletindo revisões baseadas em dados econômicos e expectativas de inflação e emprego nos EUA.
A alteração nas expectativas ocorre em meio a indicadores como queda da taxa de desemprego para cerca de 4,4% e crescimento de salários, que sugerem um mercado de trabalho ainda forte, reduzindo a urgência de cortes rápidos nas taxas pelo Fed e incentivando bancos a reconfigurarem suas projeções de política monetária para além de 2026.
Impactos no mercado e na economia
A previsão de que o Fed poderá aumentar os juros em 2027 tem implicações para mercados financeiros globais, investimentos e decisões de crédito, já que investidores e gestores de portfólio adaptam expectativas sobre a trajetória de juros e o comportamento da economia americana nos próximos anos. Essa mudança de perspectiva também pode influenciar o custo do crédito, moedas e fluxos de capital entre países emergentes e desenvolvidos.



























































