Especialistas em relações internacionais e esportes afirmam que, embora dirigentes como o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) defendam que o esporte não é uma competição entre países, mas sim entre atletas, a prática mostra que interesses geopolíticos e econômicos influenciam fortemente grandes eventos esportivos. ([turn0search0])
Thomas Bach, presidente do COI, tem repetido que a missão de eventos como os Jogos Olímpicos é agregar atletas independentemente de suas origens nacionais, buscando distanciar essas competições das disputas políticas tradicionais. A ideia é que o foco seja o desempenho individual dos esportistas e não rivalidades entre Estados. ([turn0search0])
Influência de decisões esportivas e políticas
Mesmo com esse discurso, exemplos recentes evidenciam que o esporte às vezes se torna palco de tensões políticas. Na Olimpíada, por exemplo, a Rússia foi impedida de competir sob sua bandeira em decorrência da guerra com a Ucrânia, uma medida que envolveu não apenas regras esportivas, mas também pressões geopolíticas e de imagem internacional. Por outro lado, Israel manteve sua participação mesmo em meio a conflitos no Oriente Médio, o que gerou debates sobre consistência e critérios aplicados pelas entidades esportivas.
Especialistas argumentam que decisões desses órgãos — que buscam manter todos os países participantes ao mesmo tempo em que tentam evitar polêmicas — também estão relacionadas a interesses econômicos e de visibilidade, como a necessidade de atrair patrocinadores e evitar que conflitos externos diminuam o apelo comercial dos eventos. Essa lógica pode resultar em tratamentos diferentes para casos semelhantes, dependendo dos interesses em jogo.
Geopolítica e esportes disputados
A exclusão ou permissão de participação de determinados países acaba sendo interpretada como um reflexo das relações entre Estados no momento. Competir sob bandeira neutra ou ver seleções banidas não apenas coloca o foco técnico na performance dos atletas, mas também coloca em evidência as relações de poder e influências externas que permeiam as grandes competições, sobretudo nos esportes mais globalizados e midiáticos.
Críticos defendem que a postura de dissociar completamente política e esportes — embora ideal in teoria — é insuficiente para lidar com as realidades de um mundo em que eventos esportivos são plataformas de projeção nacional e interesses políticos interligados. A discussão sobre como equilibrar esse ideal com a prática continua em debate entre acadêmicos, dirigentes esportivos e observadores internacionais.
- Relações entre Estados do Sul Global são vistas como alternativa às ações tradicionais de cooperação internacional
- BRICS cresce em tamanho e importância após cúpula no Rio de Janeiro com foco em cooperação e governança global
- Modernização do complexo de reciclagem na Cidade Estrutural (DF) é autorizada com investimento de R$ 5 milhões

































































