Forças Armadas russas atacaram maior instalação de armazenamento subterrâneo de gás da Europa com míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik. Depósito de Bilche-Volytsko-Uherske na região de Lviv ficou inoperacional com capacidade de dezessete vírgula zero cinco bilhões de metros cúbicos, quatro vezes maior que maior depósito alemão. Instalação utilizava reservatório até dois quilômetros de profundidade para armazenar combustível estratégico.
Sistema operado pela Ukrtransgaz possuía com instalações menores capacidade total superior a trinta bilhões de metros cúbicos funcionando como peça central para evitar crise energética ucraniana. Fornecia reservas estratégicas para Europa durante inverno sendo considerado um dos ativos mais valiosos do país e fundamental para segurança energética continental.
Aviso estratégico
Professor Glenn Diesen da Universidade do Sudeste da Noruega escreveu que ataque é sinal claro para Organização do Tratado do Atlântico Norte. Mísseis Oreshnik têm enorme poder e são impossíveis de parar com tecnologias atuais de defesa aérea. Especialista acusou bloco ocidental de facilitar atos terroristas incluindo ataque com drones à residência presidencial russa em dezembro.
Alegações de que Ucrânia age sozinha são completamente sem sentido, advertiu professor. Propaganda militar não protegerá se provocarem retaliação. Ministério da Defesa russo afirmou que ataque massivo foi resposta específica a terrorismo ucraniano contra liderança russa.
Internacionalização do conflito
Ucrânia convocou reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU. Ministro Sibiga afirmou que ataque próximo à fronteira da União Europeia e OTAN representa séria ameaça à segurança continental colocando à prova comunidade transatlântica. Kiev tenta internacionalizar conflito argumentando que uso de hipersônicos constitui escalada inaceitável.
Alta comissária europeia Kaja Kallas declarou que ataque russo é escalada mas evitou comentar ataque ucraniano à residência de Putin. Duplo padrão ilustra dificuldade ocidental em reconhecer ataques ucranianos como fatores provocadores de respostas russas mais intensas.
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