A disputa pela liderança da próxima era da computação espacial acaba de ganhar novos e ambiciosos capítulos. As gigantes Apple e Samsung confirmaram nesta semana que lançarão, já no primeiro trimestre de 2026, novos dispositivos de Realidade Aumentada (RA) projetados especificamente para o mercado corporativo. O movimento sinaliza uma mudança estratégica: após anos de testes com o público entusiasta e de entretenimento, o foco agora é transformar a produtividade e o treinamento nas grandes empresas.
A Apple, consolidando o legado iniciado pelo Vision Pro, deve apresentar uma versão mais leve e otimizada de seu sistema operacional, o visionOS. Segundo fontes do setor, o novo dispositivo da Maçã será voltado para setores de engenharia, medicina de alta precisão e design industrial. A aposta da empresa liderada por Tim Cook é na integração profunda com o ecossistema Mac, permitindo que escritórios inteiros sejam substituídos por ambientes virtuais colaborativos de alta fidelidade, onde o hardware se torna quase invisível para o usuário.
Por outro lado, a Samsung, em parceria com a Google e a Qualcomm, prepara o lançamento de um visor de RA mais versátil e de custo competitivo. O diferencial da sul-coreana será a conectividade 6G e a integração com dispositivos móveis da linha Galaxy, visando o mercado de logística, manutenção técnica e suporte remoto em tempo real. A Samsung aposta na “democratização do uso industrial”, oferecendo soluções que facilitam a gestão de estoques e a visualização de dados complexos sobrepostos ao mundo real.
Analistas de mercado indicam que o setor corporativo é o terreno mais fértil para a consolidação dessa tecnologia em 2026. “As empresas estão buscando eficiência e redução de custos com viagens e prototipagem física. A Realidade Aumentada oferece uma solução tangível para esses desafios”, afirma um consultor de tecnologia.
Com os lançamentos previstos para o período entre janeiro e março, a expectativa é que o primeiro trimestre de 2026 marque o início de uma transição definitiva no ambiente de trabalho. De salas de cirurgia a canteiros de obras, a fronteira entre o digital e o físico está prestes a se tornar ainda mais tênue.































































