A capital venezuelana foi acordada na madrugada deste sábado por fortes explosões e ruídos de aeronaves, dando início a uma escalada sem precedentes na crise entre os Estados Unidos e a Venezuela. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que ordenou um “ataque em larga escala” contra o país e a captura bem-sucedida do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.
Ataque militar dos EUA e a Captura
De acordo com relatos de moradores e autoridades, as explosões começaram por volta das 2h no horário local (3h de Brasília) em Caracas e atingiram também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram colunas de fumaça e grande movimentação aérea sobre a cidade.
O governo venezuelano classificou a ação como uma “agressão militar gravíssima” e declarou estado de “Comoção Exterior” em todo o território nacional, convocando o povo para a “luta armada” contra a “agressão imperialista”.
A operação militar norte-americana teve como alvos bases militares estratégicas, incluindo o Forte Tiuna (principal quartel do exército) e a Base Aérea de La Carlota, ambas em Caracas, além do aeroporto e porto de La Guaira. Analistas sugerem que a ação teve características de uma operação de forças especiais, focada na captura de Maduro, e não de uma invasão convencional de larga escala. Trump afirmou que assistiu ao vivo à captura, transmitida pelos agentes que participaram da missão.
Acusações e o Futuro Judicial de Maduro
Pouco depois do anúncio da captura, a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Nicolás Maduro e sua esposa serão julgados por um tribunal federal em Nova York. As acusações incluem conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Maduro de chefiar uma organização “narcoterrorista” e afirmou que sua captura foi executada para “proteger e defender” os militares americanos que cumpriam um mandado de prisão.
Enquanto isso, em Caracas, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente a liderança do país. Em pronunciamento, ela declarou desconhecer o paradeiro de Maduro e exigiu dos EUA uma “prova de vida imediata” do presidente e da primeira-dama.
Reações Internacionais e o Petróleo
A ação dos Estados Unidos gerou reações imediatas e divergentes na comunidade internacional. Aliados de Maduro, como Rússia, Cuba e Irã, repudiaram o ataque e pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profunda preocupação, alertando que os ataques abrem um “precedente perigoso“.
Na região, o presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou os bombardeios como “um ataque à soberania da América Latina”. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a ação como uma “flagrante violação do direito internacional“, lembrando “os piores momentos da interferência na política da América Latina”. Em contraste, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou o ataque.
Em coletiva à imprensa, Donald Trump declarou que os EUA “vão governar” a Venezuela até que uma “transição de poder segura” possa ocorrer. Ele também vinculou a ação ao interesse estratégico no petróleo venezuelano, afirmando que permitirá a empresas petrolíferas americanas explorar as vastas reservas do país. A petrolífera estatal PDVSA informou que a produção segue normal após os ataques.
O cenário na Venezuela permanece em tensão, com o governo interino mobilizando forças de defesa e denunciando vítimas civis, embora ainda não tenha divulgado um balanço oficial de mortos e feridos. A incerteza sobre os próximos capítulos desta crise geopolítica continua.






























































