📰 Azul (AZUL54) despenca 26% após diluição histórica com nova oferta de ações
Forte emissão bilionária muda ticker, lote padrão e derruba valor dos papéis na B3
As ações da Azul Linhas Aéreas fecharam esta sexta-feira (26) com queda expressiva de 26,47%, refletindo a reação negativa do mercado à forte diluição acionária provocada por uma nova oferta de ações. Desde terça-feira (23), os papéis passaram a ser negociados sob o novo ticker AZUL54, substituindo o antigo AZUL4, após mudanças estruturais aprovadas pela companhia.
No encerramento do pregão, o papel era negociado a R$ 2.500,00, valor que representa uma cesta de 10 mil ações, novo lote padrão adotado pela empresa. Na prática, o preço unitário de cada ação precisa ser calculado pelo investidor, dividindo o valor de tela por 10 mil.
📉 Diluição sem precedentes
A operação envolve a emissão de aproximadamente 1,44 trilhão de novas ações, sendo:
- 723,9 bilhões de ações ordinárias (ON), ao preço de R$ 0,00013527
- 723,9 bilhões de ações preferenciais (PN), ao preço de R$ 0,01014509
- Com isso, a captação total estimada chega a R$ 7,44 bilhões, um dos maiores processos de diluição já vistos no mercado brasileiro recente.
🔄 Mudança no lote padrão
Com a reestruturação:
- As ações passaram a ser negociadas em lotes de 10 mil papéis
- O preço exibido no home broker não é mais unitário
- O investidor precisa ajustar a leitura para entender o real valor da ação
Na terça-feira (23), primeiro dia com o novo ticker, o papel fechou a R$ 3.400,00, o que equivale a R$ 0,34 por ação, uma queda de 58,02% em relação ao fechamento de segunda-feira (22), quando o antigo AZUL4 terminou o pregão a R$ 0,81.
✈️ Comparação com a Gol
O movimento lembra o ocorrido com a Gol, que em junho substituiu o ticker GOLL4 por GOLL54, passando a negociar ações em lotes padrão de mil unidades. Atualmente, o papel da Gol aparece a R$ 6,15, o que equivale a R$ 0,00615 por ação.
📌 O que isso significa para o investidor
Analistas avaliam que a forte diluição pressiona o valor dos papéis no curto prazo, apesar de reforçar o caixa da companhia. A mudança exige atenção redobrada do investidor pessoa física, especialmente na leitura de preços e no entendimento do real impacto patrimonial da oferta.



























































