Os Centros de Referência de Assistência Social se consolidam em 2026 como a principal infraestrutura pública para acesso e manutenção de benefícios sociais no Brasil. Com o endurecimento das regras de fiscalização do CadÚnico e a exigência de atualizações cadastrais mais frequentes, essas unidades ganham protagonismo estratégico na execução da política nacional de assistência social.
Espalhados por todo o território nacional, os CRAS funcionam como o primeiro ponto de contato entre famílias em situação de vulnerabilidade e o sistema de proteção social do governo. É nesses locais que cidadãos realizam desde a inscrição inicial no Cadastro Único até atualizações periódicas de dados, essenciais para evitar bloqueios ou cancelamentos de auxílios como Bolsa Família e BPC.
Demanda cresce com novas exigências
A implementação de regras mais rígidas para famílias unipessoais e a obrigatoriedade de entrevistas domiciliares elevaram significativamente a demanda por atendimento nos CRAS. Assistentes sociais dessas unidades passaram a realizar visitas domiciliares sistemáticas para verificar composição familiar e condições socioeconômicas reais dos beneficiários, em cumprimento às determinações do Ministério do Desenvolvimento Social.
Além do cadastramento e da atualização, os CRAS oferecem orientação sobre condicionalidades dos programas sociais, como acompanhamento de frequência escolar e consultas de saúde. A equipe técnica também auxilia no esclarecimento de dúvidas sobre documentação necessária e prazos que devem ser cumpridos para manutenção dos benefícios.
Articulação com outras políticas públicas
O papel dos CRAS transcende o mero registro burocrático. Essas unidades funcionam como articuladoras entre diferentes políticas públicas, encaminhando famílias para serviços de educação, saúde, habitação e qualificação profissional. A proteção social básica ofertada visa fortalecer vínculos familiares e comunitários, prevenindo situações de risco social.
Municípios que ainda não dispõem de rede socioassistencial completa enfrentam dificuldades para atender a crescente demanda por atualização cadastral. O Ministério reconhece essas limitações e orienta gestores locais a priorizar a articulação entre serviços disponíveis e a busca ativa de famílias que possam estar fora do sistema de proteção social.
Para 2026, a recomendação às famílias beneficiárias é realizar agendamento prévio para atendimento nos CRAS, evitando esperas prolongadas e garantindo atenção adequada durante o processo de atualização. A regularidade na busca por esses serviços torna-se cada vez mais determinante para a segurança dos programas de transferência de renda no país.
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