Os Estados Unidos aumentaram significativamente sua atuação no setor petrolífero da Venezuela nas últimas semanas, com anúncio de acordos e estratégias que envolvem a exportação de grandes volumes de petróleo venezuelano ao mercado americano. A movimentação ocorre em meio à atual crise política no país sul-americano e à retirada de Nicolás Maduro do poder por forças dos EUA no início de janeiro de 2026.
O presidente Donald Trump declarou que a Venezuela irá entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo sancionado aos Estados Unidos, e que esses recursos serão vendidos a preço de mercado, com os valores geridos sob supervisão americana, com o objetivo de “beneficiar tanto venezuelanos quanto americanos”.
Negociações e exportações
Segundo relatos, um acordo foi firmado para que a Venezuela exporte até US$ 2 bilhões em petróleo ao mercado dos EUA, redirecionando cargas originalmente destinadas a compradores como a China. Isso aumenta o fluxo de petróleo bruto para refinarias americanas, reduzindo restrições de oferta causadas pelo bloqueio às exportações imposto anteriormente.
Representantes da estatal venezuelana PDVSA também afirmaram que as negociações com os EUA estão avançando sob termos comerciais que beneficiem ambas as partes, embora ressaltem que a compra será feita a preços internacionais e não mediante posse do petróleo pelos americanos.
Estratégia de longo prazo
As autoridades americanas sinalizaram a intenção de controlar as vendas de petróleo venezuelano “indefinidamente”, com a administração de receitas e fluxos de exportação. Essa estratégia faz parte de um plano mais amplo para “estabilização, recuperação e transição” da economia venezuelana após a crise política.
Especialistas e analistas do setor apontam que essa movimentação pode alterar a dinâmica global do mercado de petróleo, ampliando a presença dos Estados Unidos no fornecimento de óleo bruto e afetando relações comerciais com outras nações consumidoras e produtoras.
Impactos políticos e econômicos
O aumento da influência americana sobre os recursos petrolíferos venezuelanos também gerou críticas internacionais, especialmente por parte de países como China e Rússia, que interpretam a mudança como um movimento de controle geopolítico em vez de uma simples negociação comercial.
Enquanto isso, os investidores monitoram o impacto da maior oferta venezuelana nos preços globais do petróleo, que já recuaram em mercados internacionais em resposta a declarações de Trump sobre o acordo.






































































