Inflação na Argentina avança 2,8% em dezembro e fecha 2025 em 31,5%, maior que o esperado

A inflação na Argentina acelerou em dezembro de 2025, com os preços ao consumidor subindo 2,8% na comparação com novembro, de acordo com dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado foi maior que os 2,5% registrados em novembro, e também acima das expectativas de economistas para o fechamento do ano.

No acumulado de 12 meses até dezembro de 2025, a inflação anual atingiu 31,5%, ligeiramente acima dos 31,4% observados em novembro, interrompendo uma tendência recente de desaceleração que vinha sendo registrada ao longo de 2025.

Pressões sobre os preços e setores


O avanço dos preços foi influenciado por diferentes grupos de consumo, incluindo alimentação, transporte, habitação e serviços, que registraram elevações contínuas ao longo do último mês do ano e contribuíram para a aceleração do índice geral. Analistas destacam que preços de alimentos e serviços essenciais ainda pressionam o custo de vida no país, mesmo com medidas de ajuste econômico implementadas pelo governo.

O resultado anual de 31,5% em 2025, apesar de muito mais baixo que os registros de anos anteriores — quando a inflação chegou a níveis **três dígitos em 2023 e mais de 84% em 2024 em outra contagem anual, conforme metodologias anteriores — indica que os esforços de controle de preços e estabilização monetária tiveram algum efeito, ainda que insuficiente para manter a inflação em patamares mais moderados.

Desafios econômicos para 2026

A desaceleração da inflação em relação aos anos anteriores, mesmo com a ligeira aceleração em dezembro, representa um desafio contínuo para o governo argentino, que tenta equilibrar políticas de austeridade, ajustes estruturais e estímulo ao crescimento econômico num contexto de volatilidade cambial e pressão sobre preços internos.

Economistas monitoram como o indicador pode evoluir ao longo de 2026, especialmente se fatores como câmbio, preços de energia e alimentos continuarem a influenciar os custos no país. A trajetória da inflação será crucial para decisões de política econômica e para a confiança de consumidores e investidores na estabilidade de preços na Argentina.