O Irã enfrenta uma das piores crises internas desde a revolução islâmica de 1979. Protestos espontâneos tomaram as ruas de Teerã e outras cidades após a desvalorização dramática do rial, moeda local, que perdeu mais de 60% do seu valor em poucas semanas. Comerciantes fecharam lojas em resposta ao custo de vida insuportável, desencadeando manifestações que já resultaram em pelo menos 12 mortes.
Pressão externa aumenta a tensão
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a retórica contra Teerã ao declarar que Washington está “armada e pronta” para defender manifestantes caso haja repressão violenta. A ameaça americana adiciona uma camada internacional à crise doméstica, aumentando o risco de um confronto militar que poderia desestabilizar toda a região do Oriente Médio.
Economia em queda livre
A inflação galopante transformou o rial em uma moeda praticamente sem valor no mercado paralelo. O governo iraniano propôs distribuir vales-alimentação de apenas sete dólares mensais, medida considerada insuficiente por especialistas. O orçamento previsto para 2026 prioriza segurança e instituições religiosas em detrimento do alívio econômico para a população, aumentando o descontentamento.
Geopolítica em jogo
O parlamento iraniano respondeu às ameaças americanas afirmando que todas as bases militares dos EUA na região se tornariam “alvos legítimos” em caso de agressão. China e Rússia, aliadas de Teerã, observam atentamente, com Pequim defendendo a não interferência nos assuntos internos iranianos enquanto se beneficia estrategicamente de uma possível distração americana no Oriente Médio.
A situação no Irã representa mais do que uma crise econômica isolada. Analistas apontam que 2026 pode ser o ano decisivo para o futuro da República Islâmica, com repercussões que podem redesenhar o equilíbrio de poder em toda a região e afetar os mercados globais de energia.




































































