Trajetória promissora e desafios de um jovem inventor
Victor de Moura, jovem de 18 anos natural de São Paulo e residente em Carlos Barbosa (RS), construiu um percurso notável nas competições científicas e agora enfrenta o desafio de garantir recursos para representar o Brasil na World Invention Creativity Olympic (WICO), a principal olimpíada mundial de inovação e engenharia, marcada para ocorrer em Julho em Seul, na Coreia do Sul.
Atualmente cursando Eletromecânica no Senai e anteriormente no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Victor já coleciona participações e prêmios em competições regionais, nacionais e internacionais — desempenhando um papel de destaque ao levar um projeto originado em escola pública às maiores feiras científicas da América Latina e a eventos no exterior.
O principal obstáculo agora não está na qualidade técnica da proposta, mas no financiamento de uma passagem aérea internacional. Sem o apoio necessário, a presença do jovem brasileiro na WICO pode não se concretizar.
Do ambiente escolar à cena global de inovação
A ideia central do trabalho de Victor surgiu de uma experiência cotidiana na sala de aula, ao perceber problemas práticos na reciclagem de materiais como o polipropileno, plástico de amplo uso industrial e doméstico.
O projeto busca desenvolver um equipamento mecânico simples, de baixo custo, que padronize e torne mais eficiente a separação de resíduos plásticos, fator que pode impactar positivamente processos industriais e ações de sustentabilidade social. A proposta é especialmente relevante em um contexto mundial que intensifica esforços pela economia circular e pela redução de resíduos — metas alinhadas com pactos ambientais internacionais e agendas de inovação tecnológica.
Conquistas como o primeiro lugar em Engenharia Ambiental na Mostratec, maior feira científica da América Latina, e o desempenho em eventos como a Mostra Científica Latino-Americana no Peru consolidaram a visibilidade da iniciativa.
Cooperação global e a Coreia do Sul como polo de tecnologia
A participação de um jovem brasileiro em uma olimpíada de inovação sediada na Coreia do Sul ocorre em um momento de intensificação de laços internacionais nessa área. Países como o Brasil e a Coreia vêm ampliando cooperação técnica em setores de tecnologia, pesquisa e inovação — iniciativas que incluem agendas para intercâmbio de conhecimento e políticas públicas de ciência e tecnologia.
Seul, como cidade sede da competição, simboliza o protagonismo coreano na produção tecnológica global, ambiente que pode oferecer networking, novas parcerias e aprendizado para jovens pesquisadores de todo o mundo.
Apoio financeiro como ponte para novas oportunidades
Victor lançou uma campanha colaborativa para arrecadar fundos destinados exclusivamente à passagem aérea até a Coreia do Sul. Sem esse aporte, sua participação na WICO — evento que reúne cerca de 25 países e onde o Brasil ainda não teve representantes — ficaria comprometida.
O impacto de viabilizar essa viagem vai além da experiência individual. Pode inspirar outros estudantes de escolas públicas, reforçar a importância da pesquisa científica na educação básica e ampliar a presença brasileira em eventos que definem tendências tecnológicas globais.
O caso de Victor de Moura ilustra desafios e potencialidades do ecossistema de inovação no Brasil: talentos capazes de competir em pé de igualdade com jovens de centros tecnológicos avançados, mas que ainda esbarram em barreiras financeiras e estruturais. O apoio à participação em eventos internacionais não é apenas um investimento em um projeto, mas um fortalecimento da presença brasileira em arenas que influenciam desenvolvimento científico e competitivo em escala global. A trajetória completa do jovem nos mostra que ciência e inovação, quando apoiadas, podem ser portas para posicionar o país no mapa tecnológico mundial.







































































