Bloco carnavalesco comunitário reúne pessoas de diferentes idades e perfis caminhando juntas em rua urbana, com cores vibrantes e interação social durante o carnaval.
Bloco carnavalesco comunitário reúne pessoas de diferentes idades e perfis caminhando juntas em rua urbana, com cores vibrantes e interação social durante o carnaval.

Crescer fortalece laços entre universidade e comunidade com bloco inclusivo no carnaval

Cultura popular como ferramenta de inclusão

A realização de um bloco carnavalesco promovido pelo Projeto Crescer, em Maceió, reforça o papel da cultura como instrumento concreto de inclusão social e aproximação entre universidade e comunidade. A iniciativa mobilizou estudantes, professores, moradores e participantes do projeto em uma ação que vai além da festa, criando um espaço de convivência, aprendizado mútuo e valorização da diversidade.

O evento foi pensado como uma extensão prática das atividades desenvolvidas ao longo do ano pelo Projeto Crescer, que atua diretamente com jovens e famílias em situação de vulnerabilidade. Ao levar o carnaval para dentro desse contexto, a proposta foi usar uma manifestação cultural tradicional para gerar pertencimento e diálogo social.

Universidade fora dos muros

Um dos principais méritos da ação está na integração entre a universidade e o território onde ela está inserida. Estudantes e docentes participaram ativamente da organização e das atividades, reforçando a ideia de que a produção de conhecimento não deve se limitar às salas de aula. Essa aproximação contribui para uma formação acadêmica mais sensível às desigualdades sociais e à realidade local.

Do ponto de vista institucional, ações como essa dialogam com uma tendência observada em universidades de diferentes países, que buscam ampliar sua atuação social em resposta a pressões por maior responsabilidade pública, inclusão e impacto comunitário. Em um cenário internacional marcado por tensões sociais e econômicas, projetos de extensão ganham relevância como ferramentas de coesão.


Impactos sociais e econômicos locais

Além do impacto simbólico, o bloco gerou efeitos práticos na economia local. Pequenos comerciantes, artesãos e prestadores de serviço foram diretamente beneficiados com a movimentação gerada pelo evento. Esse tipo de iniciativa cultural comunitária tem sido apontado por estudos recentes como um motor de microeconomias urbanas, especialmente em períodos de retração econômica global.

No campo social, o projeto fortaleceu redes de apoio, ampliou a visibilidade de grupos historicamente marginalizados e contribuiu para reduzir barreiras entre diferentes setores da sociedade. A experiência também reforça políticas públicas voltadas à cultura e à educação como eixos estratégicos de desenvolvimento humano.

Inclusão como posicionamento político

Promover inclusão por meio da cultura é, também, uma escolha política. Em um contexto internacional de avanço de discursos excludentes e de cortes em investimentos sociais em diversos países, ações locais ganham peso simbólico. Elas demonstram que é possível construir respostas concretas a desafios globais a partir do território.

O Projeto Crescer, ao articular universidade, comunidade e cultura popular, se posiciona como um exemplo de resistência social baseada em cooperação e empatia.

A expectativa é que a experiência sirva de modelo para novas ações ao longo do ano, ampliando o alcance do projeto e consolidando parcerias. O fortalecimento de iniciativas como essa aponta para um caminho em que educação, cultura e inclusão caminham juntas, com impactos duradouros para a sociedade.