Uma monitora de uma creche pública em Brazlândia, no Distrito Federal, foi indiciada por maus tratos a crianças, após a Polícia Civil concluir um inquérito sobre ocorrências registradas em 2025, informou reportagem veiculada nesta quarta-feira.
Denúncias e investigação
As denúncias contra a monitora surgiram por meio de familiares de alunos e de relatos de profissionais da educação, que comunicaram às autoridades comportamentos que poderiam caracterizar tratamento inadequado ou negligente no ambiente escolar. A partir dessas informações, a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) do DF instaurou procedimento para apurar os fatos.
Durante a investigação, a polícia ouviu familiares, funcionários da creche e coletou informações que ajudaram a compor elementos de convicção para o indiciamento. O trabalho também contou com apoio de instituições vinculadas à proteção de crianças e adolescentes para verificar eventuais sinais de tratamento inadequado no cotidiano dos menores.
Medidas adotadas pela polícia
Com a conclusão das diligências, a DCA formalizou o indiciamento da monitora por maus tratos, tipificação que pode gerar responsabilização criminal conforme os artigos do Código Penal relacionados a condutas que colocam em risco a integridade física ou psicológica de crianças. A polícia encaminhou o inquérito à Justiça do Distrito Federal e Territórios, que dará sequência ao processo, incluindo possíveis medidas cautelares ou audiências.
Posicionamento da Secretaria de Educação
A Secretaria de Educação do Distrito Federal afirmou que o caso está sendo acompanhado institucionalmente e que ações administrativas internas também podem ser aplicadas, como afastamento da servidora das atividades junto às crianças, até que decisões judiciais sejam proferidas. A pasta ressaltou o compromisso com a segurança e o bem-estar dos alunos nas unidades escolares.
Direitos das crianças
Autoridades enfatizam que casos envolvendo crianças são tratados com prioridade pelas forças de segurança e pelo Judiciário, e que os direitos dos menores e sua proteção são garantidos por lei, com mecanismos para acolhimento e acompanhamento integral.




































































