O orçamento do Distrito Federal para 2026, aprovado pela Câmara Legislativa em dezembro, prevê receita total de R$ 74,4 bilhões, representando aumento de 11,71% em relação aos valores de 2025. Apesar do crescimento geral, a proposta estabeleceu corte de R$ 1,1 bilhão na área da saúde, passando de R$ 13 bilhões para R$ 11,9 bilhões. A redução ocorre em momento crítico, quando o setor enfrenta superlotação em UPAs, hospitais e Unidades Básicas de Saúde.
Composição das receitas
O Projeto de Lei Orçamentária Anual 2026 é composto por 62% de receita própria, que totaliza R$ 45,9 bilhões. O restante, no valor de R$ 28,4 bilhões, provém do Fundo Constitucional do DF repassado pela União. A proposta foi aprovada após passar pelo crivo da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, onde parlamentares lamentaram a redução dos aportes nas áreas de educação e saúde com relação ao ano anterior e avaliaram que será necessária postura de intensa fiscalização.
Críticas da oposição
Quatro deputados da oposição soltaram nota contra aprovação do projeto. Em posicionamento conjunto, Dayse Amarilio, Fábio Felix, Gabriel Magno e Max Maciel disseram que a LOA “abandona a população do DF”. Segundo os parlamentares, a proposta traduz escolha política consciente de desmontar políticas públicas essenciais e privilegiar setores econômicos já favorecidos da sociedade brasiliense. A educação também sofreu contingenciamento, intensificando desafios relacionados a ataques, falhas estruturais e falta de servidores.
Ano eleitoral decisivo
O deputado Gabriel Magno avalia que os servidores irão “de novo para o sacrifício” em 2026, mas que haverá grande resistência para barrar o contingenciamento. A luta pela recomposição orçamentária será objetivo de sindicatos e oposição na CLDF. O retrato da saúde no DF, que vem se intensificando a cada ano, mostra superlotação persistente nas unidades de atendimento. Para a oposição, será fundamental fortalecer lutas populares em ano decisivo, especialmente pela escolha de representantes que definirão rumos da capital nos próximos quatro anos e possíveis mudanças nas políticas públicas prioritárias.



























































