Voar sobre a América do Sul pode ser uma experiência de tirar o fôlego, mas para quem tem medo de avião, algumas rotas exigem fôlego extra. De acordo com o mais recente ranking global de turbulência divulgado neste domingo (11), a rota entre Santiago (Chile) e Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) foi classificada como a mais turbulenta do planeta. O estudo utiliza dados de sensores meteorológicos e registros de voo para mapear as áreas de maior instabilidade atmosférica.
Por que a América do Sul lidera o ranking?
O principal fator para a instabilidade nesta rota é a majestosa Cordilheira dos Andes. O fenômeno conhecido como “ondas de montanha” ocorre quando ventos fortes atingem a cordilheira e são forçados para cima, criando turbulência de ar claro que pode afetar aeronaves mesmo em dias de céu limpo.
Além do trajeto Santiago-Santa Cruz, outras rotas na região, como as que cruzam os Andes em direção a Mendoza ou Bogotá, também aparecem com frequência em posições elevadas devido à combinação de altitude elevada e correntes de jato.
O Top 10 das Rotas Mais Turbulentas
O ranking de 2026 mostra que, embora a América do Sul lidere, o Leste Asiático e os Alpes Europeus também concentram voos “agitados”:
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Santiago (SCL) – Santa Cruz de la Sierra (VVI) (América do Sul)
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Almaty (ALA) – Bishkek (FRU) (Ásia Central)
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Lanzhou (LHW) – Chengdu (CTU) (China)
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Centrair (NGO) – Sendai (SDJ) (Japão)
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Milão (MXP) – Genebra (GVA) (Europa/Alpes)
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Lanzhou (LHW) – Xian (XIY) (China)
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Osaka (KIX) – Sendai (SDJ) (Japão)
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Xian (XIY) – Chengdu (CTU) (China)
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Viena (VIE) – Zurique (ZRH) (Europa)
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Tóquio (NRT) – Pittsburgh (PIT) (Rota Transpacífica)
Turbulência é perigosa?
Especialistas em segurança aérea reforçam que, apesar do desconforto, a turbulência raramente representa um risco estrutural para aeronaves modernas. Os aviões são projetados para suportar forças muito superiores às encontradas nessas rotas. O maior risco continua sendo para passageiros e tripulantes que não estão com o cinto de segurança afivelado no momento das sacudidas bruscas.
Com as mudanças climáticas, a tendência é que a turbulência de ar claro se torne mais frequente e intensa, o que tem levado as companhias aéreas a investirem em softwares de previsão meteorológica de última geração para desviar das zonas críticas sempre que possível.
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