Empresário Sérgio Nahas é preso na Bahia quase 24 anos após matar a esposa

O empresário paulista Sérgio Nahas, condenado pelo assassinato da esposa Fernanda Orfali em 2002, foi detido no litoral norte da Bahia, quase 24 anos depois do crime, encerrando um longo período em que esteve foragido mesmo após ter a pena confirmada pela Justiça.

Prisão após reconhecimento em Praia do Forte

A prisão de Nahas ocorreu no sábado, 17 de janeiro de 2026, em Praia do Forte, no município de Mata de São João (BA), onde ele estava hospedado em um condomínio de luxo. A captura foi possível graças ao reconhecimento do empresário por sistema de videomonitoramento com tecnologia facial utilizado na região.

Durante a ação policial, foram apreendidos com ele 17 pinos de cocaína, três celulares, um veículo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo. Nahas foi encaminhado à Delegacia Territorial local e posteriormente passou por audiência de custódia nos dias seguintes.


Crime e condenação

O empresário, hoje com cerca de 61 anos, foi condenado pela Justiça de São Paulo pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali, em setembro de 2002, no bairro de Higienópolis, região nobre da capital paulista. Na época, ela tinha 28 anos e foi morta com um tiro no peito.

Nahas alegou inicialmente que a esposa teria cometido suicídio, mas essa versão foi descartada pelas investigações e pela perícia. O crime acabou sendo julgado apenas em 2018, muitos anos depois do ocorrido, e o empresário recebeu sentença que foi posteriormente aumentada a pedido do Ministério Público, resultando em pena de oito anos e dois meses de prisão em regime fechado.

O mandado de prisão cautelar foi expedido em 25 de junho de 2025, após todos os recursos judiciais terem sido negados, inclusive pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e o nome de Nahas passou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol, ferramenta global para localizar foragidos.

Cumprimento da pena

Após a audiência de custódia realizada dias depois, Sérgio Nahas deverá ser transferido para o sistema prisional paulista para o início do cumprimento da pena imposta pela Justiça, encerrando um dos casos mais longos de foragido condenado por homicídio no país.