Viatura da Polícia Civil do Distrito Federal em frente a prédio residencial, com agentes atuando no local, simbolizando investigação e medidas legais após agressão envolvendo servidor público.
Ação policial no DF após indiciamento de servidor da CGU

Servidor da CGU é indiciado por agressão no DF e afastamento sai no Diário Oficial

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) acusado de agredir a ex-namorada e o filho dela, em um episódio ocorrido em Águas Claras. O caso ganhou grande repercussão após a circulação de imagens e resultou também em medidas administrativas: o afastamento cautelar do servidor por 60 dias foi publicado em edição do Diário Oficial da União (DOU).

Indiciamento e enquadramento do caso

De acordo com informações divulgadas pela PCDF, o servidor foi indiciado por lesão corporal relacionada à mulher e por maus-tratos envolvendo a criança. Em paralelo, a Justiça concedeu medidas protetivas em favor do menor, com restrições de aproximação e contato, fundamentadas no contexto de proteção a vítimas.

Afastamento publicado e medidas internas

No campo administrativo, a CGU formalizou o afastamento cautelar por 60 dias e informou que, durante o período, o servidor terá restrições adicionais, como proibição de acesso a prédios e sistemas institucionais, enquanto prosseguem as apurações disciplinares. A Controladoria também divulgou nota enfatizando que violência contra mulher e criança é crime e que o caso será tratado com rigor nos ritos internos, sem prejuízo da esfera criminal.


Repercussão e próximos passos

O episódio também gerou reação no debate público. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ter determinado a abertura de procedimento interno visando responsabilização e possível expulsão do servidor, reforçando a necessidade de resposta institucional.

O caso reúne duas frentes que caminham em paralelo: a investigação criminal, conduzida pela polícia e pelo Judiciário, e a apuração administrativa, dentro das regras do serviço público. Além do desfecho judicial, o episódio reacende uma discussão essencial no DF e no país: como fortalecer a rede de proteção para mulheres e crianças e garantir que denúncias tenham resposta rápida, acolhimento e consequência efetiva.