Silvinei Vasques é transferido a Brasília após prisão no Paraguai em tentativa de fuga

O ex‑diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi transferido para Brasília após ser preso no Paraguai durante uma tentativa de fuga do país. A transferência ocorreu neste sábado, e ele deverá cumprir a prisão no Complexo Penitenciário da Papuda, em uma ala destinada a detentos em situações de alto perfil.

Vasques, que foi condenado à prisão por sua participação em uma trama golpista, rompeu a tornozeleira eletrônica a que estava submetido e deixou o Brasil em direção ao Paraguai, onde foi detido ao tentar embarcar com documentos falsos para um voo internacional com destino a El Salvador.

Captura no Paraguai e repatriação

A prisão de Silvinei aconteceu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, após as autoridades paraguaias identificarem que ele tentou embarcar com um passaporte falso. Ele foi detido e entregue à Polícia Federal brasileira na fronteira, em Foz do Iguaçu (PR), antes de seguir para a capital federal.


Anteriormente, o ex‑diretor havia rompido a tornozeleira eletrônica que usava enquanto respondia ao processo, o que gerou um alerta às autoridades e intensificou a busca. A tentativa de fuga motivou a ordem de prisão preventiva emitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em substituição às medidas cautelares anteriores.

Condenação e pena

Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pelo STF por envolvimento em atividades relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A condenação inclui acusações ligadas a tentativas de interferir no processo eleitoral por meio de ações que visavam dificultar a votação em determinadas regiões do país.

Ele estava em liberdade sob monitoramento eletrônico enquanto seus recursos eram analisados, mas a fuga frustrada acelerou sua detenção e repatriação para o Brasil, onde agora cumprirá a pena em regime fechado.

Destino na prisão e próximos passos

Ao chegar em Brasília, Silvinei foi levado ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde ficará detido. Na mesma unidade, outros detentos de alto perfil já cumprem pena.

A defesa do ex‑diretor tentou solicitar que ele fosse colocado em uma unidade prisional em Santa Catarina, onde possui residência, mas o pedido não foi atendido neste momento. Ainda podem ser apresentados recursos judiciais sobre o local de cumprimento da pena.

A transferência e o início do cumprimento da pena marcam o encerramento da tentativa de fuga e reforçam a atuação de autoridades na garantia da execução das decisões judiciais relacionadas a crimes contra a ordem democrática.