Mapa da Groenlândia em destaque com imagem de Donald Trump, representando a estratégia dos Estados Unidos para conter a influência da Rússia e da China no Ártico
Mapa da Groenlândia em destaque com imagem de Donald Trump, representando a estratégia dos Estados Unidos para conter a influência da Rússia e da China no Ártico

Trump afirma necessitar da Groenlândia para enfrentar China e Rússia como vizinhos

 

Estados Unidos devem controlar Groenlândia para evitar que Rússia ou China ocupem ilha no futuro, afirmou Donald Trump em declaração que chocou aliados europeus. Presidente disse que Washington fará algo com relação ao território autônomo dinamarquês quer eles gostem ou não, porque se não fizerem, rivais geopolíticos tomarão conta e Estados Unidos não terão essas potências como vizinhos diretos no Ártico.

Trump argumentou que Estados Unidos devem adquirir Groenlândia apesar de já possuírem presença militar sob acordo de 1951. Segundo presidente, arrendamentos não são suficientes para garantir defesa porque se defende propriedade, não se defende arrendamento. Ilha de cinquenta e sete mil habitantes representa posição estratégica onde aquecimento global abre novas rotas marítimas e acesso a minerais críticos.

Planos de pressão

Autoridades da Casa Branca discutem vários planos incluindo possível uso militar e pagamentos de quantias fixas aos groenlandeses para convencê-los a separar-se da Dinamarca. Estratégia envolveria compensações financeiras diretas contornando governo de Copenhague e apostando em apoio local à mudança de status político mediante incentivos econômicos.


Dinamarca confirmou que regra de combate de 1952 continua em vigor determinando que tropas contra-ataquem imediatamente forças invasoras sem aguardar ordens. Avisos sobre possibilidade de confronto militar entre aliados da OTAN representam situação inédita e preocupante.

Reação europeia unificada

França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca emitiram declaração conjunta afirmando que somente Groenlândia e Dinamarca podem decidir questões relativas às suas relações. Rejeição à ingerência americana mesmo de aliado histórico evidencia gravidade da crise.

Episódio ilustra crescente assertividade americana sob administração Trump disposta a desafiar convenções diplomáticas com parceiros tradicionais. Futuro da OTAN dependerá do nível de tensão gerado por essa disputa territorial envolvendo membros fundadores da aliança em momento de fragilidade geopolítica global.