O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou que espera reunir-se em breve com presidente Donald Trump para avaliar disposição dos Estados Unidos em aceitar proposta ucraniana de garantir segurança de Kiev por mais de 15 anos em caso de cessar-fogo. Declaração ocorreu enquanto enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, participavam de cúpula em Paris sobre futuro da Ucrânia. Zelensky busca comprometimento americano de longo prazo antes de considerar concessões territoriais.
Reforma governamental em preparação
Zelensky promoveu remodelação ampla no alto escalão governamental em preparação para possível fase de negociações. Indicou Mykhailo Fedorov para Ministério da Defesa, transferiu Denys Shmyhal para Ministério da Energia e nomeou Kyrylo Budanov como chefe do Gabinete Presidencial. Mudanças visam preparar estrutura para transição de fase militar para diplomática, embora presidente afirme que não pretende trocar comandante-em-chefe General Syrskyi. Reformas sinalizam seriedade em buscar solução negociada.
Protocolos de segurança praticamente concluídos
Enviado dos EUA Steve Witkoff afirmou que trabalho em torno das garantias de segurança está “praticamente concluído” e que grupo espera “mais progressos como resultado de tudo que aconteceu” na reunião de Paris. Kushner declarou que Trump acredita que “acordo certo” pode levar a longo período de paz, baseado em conversas que republicano teve com presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao longo de 2025. Witkoff afirmou que houve progresso significativo em várias questões críticas, incluindo “plano de prosperidade”.
Posição russa permanece incerta
Apesar de avanço diplomático entre Ucrânia, Europa e Estados Unidos, permanece incerto se Rússia aceitará termos discutidos. Moscou revelou poucos detalhes de sua posição nas negociações de paz lideradas pelos EUA. Autoridades reafirmaram exigências russas e insistiram que não poderá haver cessar-fogo até que seja alcançado acordo abrangente. Kremlin mantém demandas sobre renúncia ucraniana à entrada na OTAN e abandono da região de Donbass.
A busca desesperada de Zelensky por garantias americanas de longo prazo reflete realidade brutal: qualquer acordo sem comprometimento credível de Washington deixaria Ucrânia vulnerável a futura agressão russa. Europa promete tropas e bases militares, mas história demonstra que sem liderança americana, garantias européias carecem de força dissuasória necessária contra Rússia. O dilema de Kiev é aceitar acordo potencialmente frágil agora ou continuar guerra devastadora indefinidamente.
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