A fintech brasileira Agibank protocolou nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, um pedido formal para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) nos Estados Unidos, com o objetivo de listar seus papéis na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e captar recursos no mercado internacional.
O requerimento foi enviado à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador dos mercados financeiros americanos, por meio da holding AGI Inc, responsável pela estrutura da oferta.
Detalhes da oferta e coordenadores
O Agibank pretende listar ações das classes A e B sob o código “AGBK”, com as ações de Classe A disponíveis no mercado, enquanto as de Classe B permaneceriam com os controladores atuais da fintech.
Embora o prospecto ainda não tenha divulgado a faixa de preço das ações, informações de mercado indicam que a instituição mira a captação de aproximadamente US$ 1 bilhão com a operação.
A oferta está sendo coordenada por importantes bancos internacionais, entre eles Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, com participação de outras instituições financeiras como Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale e XP Investments.
Cenário da fintech e motivos para a listagem
Nos nove meses encerrados em setembro de 2025, o Agibank registrou resultados financeiros robustos, com lucro líquido superior a R$ 830 milhões e milhões de clientes ativos, refletindo seu crescimento no mercado de serviços financeiros digitais no Brasil.
O pedido de IPO ocorre pouco depois de outra fintech brasileira, o PicPay, também ter iniciado processo semelhante de abertura de capital nos Estados Unidos, indicando um movimento mais amplo de empresas brasileiras em busca de acesso a uma base maior de investidores internacionais.
Mercado e perspectivas
A iniciativa de listar ações nos EUA acontece em um momento em que a atividade de ofertas públicas iniciais — especialmente de fintechs brasileiras — tem sido retomada após um período de menor dinamismo no mercado global de IPOs.
Encerramento
Com o pedido de IPO oficialmente protocolado, a expectativa agora é pelo andamento do processo regulatório e pela definição dos termos finais da oferta, que pode influenciar a presença de empresas brasileiras no mercado de capitais internacional nos próximos meses.




































































