O governo brasileiro avalia que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode finalmente entrar em vigor no segundo semestre de 2026, após décadas de negociações marcadas por avanços, impasses e revisões. A expectativa é de que os últimos entraves políticos e regulatórios sejam superados ao longo dos próximos meses, permitindo que o tratado comece a produzir efeitos concretos para os países envolvidos.
Negociação histórica chega a fase decisiva
Firmado politicamente após mais de 20 anos de debates, o acordo Mercosul–UE ainda depende de processos internos de ratificação nos países europeus e sul-americanos. Nos últimos anos, o texto passou por ajustes voltados principalmente a compromissos ambientais e regras de sustentabilidade, temas que ganharam peso no cenário internacional. Para o governo brasileiro, esse redesenho ajudou a reduzir resistências e aproximar posições.
Impactos econômicos esperados
A entrada em vigor do acordo tende a ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, especialmente nos setores do agronegócio, da indústria de alimentos e de bens manufaturados. Em contrapartida, o Brasil e os demais países do Mercosul deverão abrir gradualmente seus mercados a produtos industriais europeus. A expectativa oficial é de aumento do comércio, atração de investimentos e estímulo à modernização produtiva.
Desafios políticos e ambientais
Apesar do otimismo, o acordo ainda enfrenta resistências em alguns países da União Europeia, onde produtores rurais temem concorrência externa. Questões ambientais seguem no centro do debate, com cobrança por garantias de preservação e cumprimento de metas climáticas. O governo brasileiro afirma que avanços recentes na agenda ambiental ajudam a criar um ambiente mais favorável à ratificação.
Se entrar em vigor, o acordo Mercosul–UE pode reposicionar o Brasil de forma estratégica no comércio internacional, em um contexto de fragmentação econômica e aumento do protecionismo. Mais do que um tratado comercial, o pacto representa uma sinalização política de aproximação entre blocos e pode influenciar futuras negociações globais. O desafio será transformar o acordo em crescimento sustentável, geração de empregos e redução de desigualdades.




































































