2026 começou daquele jeito que todo concurseiro sonha: dezenas de editais abrindo já em janeiro, milhares de vagas previstas em várias áreas e salários que chegam a mais de 30 mil reais. Mas, ao mesmo tempo em que esse cenário enche os olhos, ele também esconde algumas armadilhas para quem entra no ano com a ideia de que “qualquer edital serve”.
A primeira armadilha é viver de pular de edital em edital, sem ter uma área definida. Em um ano com muitas oportunidades em fiscal, tribunais, legislativo, carreiras policiais e área social, quem tenta abraçar tudo não aprofunda em nada e vira especialista em começar do zero várias vezes. O concurseiro que melhora mais rápido não é o que faz o maior número de editais, e sim o que escolhe um eixo principal e usa cada prova como degrau dentro daquele eixo.
A segunda armadilha é decidir só pelo salário ou pela “moda” do momento, ignorando o tipo de trabalho e o pacote de matérias que vem junto. Isso leva muita gente a entrar em concursos com disciplinas completamente fora da sua realidade, ou para cargos cujo dia a dia não combina em nada com o que a pessoa quer para a própria vida, o que dificilmente sustenta anos de preparação.
Por fim, a terceira armadilha é acreditar que um ano cheio de concursos significa facilidade, quando, na prática, o que se vê é aumento de vagas acompanhado por aumento de candidatos preparados e notas de corte mais altas.
Em um cenário de mais de 80 mil vagas previstas e concursos nacionais e federais relevantes, quem realmente se destaca é quem trata 2026 como um projeto de médio prazo: foco em uma área, constância diária e estratégia clara para cada prova escolhida. Antes de entrar em mais um edital, pare e se pergunte: “isso me aproxima ou me afasta da área em que quero construir minha carreira no serviço público?”. É preciso estratégia.




































































