Portugal vai às urnas em eleição presidencial marcada por cenário fragmentado e possível segundo turno

Os eleitores de Portugal vão às urnas neste domingo (18) para eleger o novo presidente da República, em uma eleição presidencial com recorde de 11 candidatos, marcada pela possibilidade de um segundo turno em 8 de fevereiro, caso nenhum concorrente supere 50% dos votos válidos.


Contexto da eleição e regras de votação

A eleição presidencial de 2026 ocorre com o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, impedido de concorrer após cumprir dois mandatos consecutivos. A votação começou às 8h (hora local) e segue até as 19h em Portugal Continental e na Madeira, e até as 20h nos Açores.

Mais de 11 milhões de eleitores estão aptos a votar em todo o país — e dados preliminares indicam que a participação tem sido mais alta do que em pleitos anteriores.



Recorde de candidatos e principais nomes

Esta eleição presidencial tem o maior número de candidatos já registrado em eleições presenciais em Portugal. Entre os nomes com destaque nas pesquisas estão:

  • António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista.

  • André Ventura, líder do partido Chega, associado a ideias mais populistas e à direita do espectro político.

  • João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal.

  • Henrique Gouveia e Melo, candidato independente.

  • Luís Marques Mendes, pelo Partido Social Democrata.

A presença de tantos candidatos torna improvável que um concorrente obtenha mais de 50% dos votos no primeiro turno, o que abre espaço para um segundo turno em 8 de fevereiro, se necessário.


Temas e clima da disputa

Segundo analistas, a eleição reflete o momento político fragmentado em Portugal, com partidos tradicionais sendo desafiados por forças mais novas e discursos mais polarizados. Alguns candidatos defendem reformas ligadas à imigração, economia e papel do Estado, enquanto outros se posicionam como moderados ou independentes.

A maior participação de eleitores em comparação com eleições anteriores indica mobilização ampliada da população, em parte motivada por debates sobre futuro político, econômico e social do país.


O poder do presidente em Portugal

Embora o cargo de presidente em Portugal seja principalmente cerimonial, ele possui importantes prerrogativas, como vetar leis aprovadas pelo Parlamento, dissolver a Assembleia e nomear o primeiro-ministro, funções que podem influenciar o equilíbrio político no país.


🧩 Encerramento

A eleição presidencial de 2026 em Portugal combina um cenário de alta fragmentação, recorde de candidatos e forte participação popular, deixando em aberto a definição do novo presidente e, possivelmente, levando a disputa para um segundo turno em fevereiro, que pode definir os rumos políticos do país nos próximos cinco anos.