O Conselho de Paz da Faixa de Gaza — iniciativa anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — terá mandatos de até três anos para seus membros, mas países ou participantes que contribuírem com US$ 1 bilhão em dinheiro poderão obter uma posição vitalícia na entidade, segundo o estatuto preliminar do conselho. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado para integrar o fórum, mas ainda não decidiu se aceita a participação.
Mandato e contribuições previstas no estatuto
De acordo com o rascunho do estatuto enviado a cerca de 60 países, cada Estado-membro terá um mandato inicial de no máximo três anos a partir da entrada em vigor da carta constitutiva do Conselho de Paz, com possibilidade de renovação pelo presidente do órgão.
No entanto, o texto prevê que essa limitação de três anos não se aplicará a membros que contribuírem com pelo menos US$ 1 bilhão em fundos em dinheiro para o conselho no primeiro ano de funcionamento, garantindo uma posição vitalícia nessa condição especial.
Convite a líderes e implicações diplomáticas
O convite para integrar o conselho foi estendido a diversas lideranças internacionais, incluindo o presidente Lula e o presidente da Argentina, Javier Milei, entre outros chefes de Estado e representantes governamentais. A carta convites destaca a intenção de reunir um grupo de países e indivíduos influentes para apoiar a reconstrução e a estabilidade em Gaza nos próximos anos.
Até o momento, Lula ainda não confirmou se aceitará o convite e deve avaliar os termos da participação nas próximas semanas, considerando tanto o histórico de críticas que expressou sobre a situação na Faixa de Gaza quanto implicações diplomáticas de integrar a iniciativa liderada pelos EUA.
Objetivos e papel do Conselho de Paz
Segundo as informações disponíveis no projeto de estatuto, o conselho foi concebido como parte da segunda fase do plano de paz para Gaza, com foco em vários objetivos:
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fortalecer a capacidade de governança no território;
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atrair investimentos e apoio logístico para reconstrução;
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mobilizar capital em larga escala para projetos de desenvolvimento;
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discutir estratégias de segurança e relações regionais pós-conflito.
A estrutura do conselho também inclui altos representantes políticos e ex-líderes internacionais, além de integrantes dos Estados Unidos, que presidiriam o órgão conforme o estatuto preliminar.
🧩 Encerramento
O modelo de mandato de três anos com opção de cargo vitalício por meio de uma contribuição bilionária coloca o Conselho de Paz de Gaza como uma iniciativa diplomática ampla e controversa, com implicações para o papel de países convidados em esforços futuros de reconstrução e estabilidade no Oriente Médio. A eventual decisão do presidente Lula sobre a participação brasileira no grupo será observada de perto por analistas e governos internacionais.


































































