O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desembarcou na Flórida neste domingo (28) para uma reunião decisiva com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para as 15h (horário de Brasília). O encontro ocorre em meio a uma nova escalada militar russa e tem como objetivo avançar nas negociações para um possível acordo de paz no conflito que já se aproxima de quatro anos.
A reunião será realizada em Mar-a-Lago, propriedade de Trump localizada em Palm Beach, onde o ex-presidente costuma passar o fim de ano. De acordo com autoridades ucranianas, a agenda inclui discussões sobre garantias de segurança, cooperação econômica e impasses territoriais que ainda travam qualquer entendimento definitivo.
O encontro acontece um dia após a Rússia intensificar ataques contra Kiev e outras regiões do país, utilizando mísseis balísticos e drones. Segundo o governo ucraniano, a ofensiva deixou ao menos um morto e 27 feridos, ampliando a pressão internacional por uma resposta diplomática mais firme.
Antes da reunião, Zelensky afirmou que a Ucrânia está aberta a todas as alternativas viáveis para encerrar o conflito, mas ressaltou que o país precisa chegar às negociações em posição de força. Um dos principais pontos de tensão segue sendo o futuro da região do Donbas, reivindicada por Moscou e considerada estratégica por Kiev.
Em manifestações públicas, o presidente ucraniano voltou a cobrar união entre Estados Unidos e Europa para conter as ações do presidente russo, Vladimir Putin, acusando o Kremlin de manter a estratégia militar mesmo diante de apelos internacionais por um cessar-fogo.
No sábado (27), Zelensky também se reuniu com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, durante visita oficial ao país. Na ocasião, Carney anunciou novos aportes financeiros para auxiliar na reconstrução da Ucrânia e reforçou que a pressão diplomática e econômica sobre a Rússia continua sendo essencial para qualquer avanço rumo à paz.
A expectativa internacional é de que a conversa entre Zelensky e Trump possa influenciar diretamente os rumos do conflito e sinalizar uma nova etapa nas negociações, em um dos momentos mais delicados desde o início da guerra.




































































