O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), principal referência para reajuste de aluguéis, encerrou 2025 com deflação de 1,05%. Em dezembro, o índice registrou leve queda de 0,01% . Este é um cenário oposto ao de 2024, quando o indicador acumulava alta de 6,54% .
Causas da queda — A deflação anual de 1,05% foi puxada principalmente pela forte queda de 3,35% no Índice de Preços ao Produtor (IPA), que tem 60% de peso no cálculo do IGP-M . Segundo o economista Matheus Dias, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), o resultado reflete um ano de desaceleração da atividade global e melhora nas safras agrícolas, que aliviaram os preços de matérias-primas . O cenário “sugere um ambiente de menor pressão de custos para 2026” .
Impacto nos aluguéis — Apesar do índice negativo, não há garantia de que os aluguéis irão cair. Muitos contratos firmados recentemente migraram do IGP-M para o IPCA (a inflação oficial, que deve fechar 2025 em 4,32%) como indexador . Além disso, boa parte dos contratos possui cláusulas que impedem a redução do valor em caso de deflação, apenas o congelam . O preço final ainda é determinado pela oferta e demanda local por imóveis e por renegociações diretas .
Contraste na economia — Enquanto os preços no atacado caíram, indicadores que afetam o custo de vida das famílias seguiram em alta. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que compõe 30% do IGP-M, subiu 0,24% em dezembro, com pressão nos grupos Habitação, Educação e Transportes . O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também acumulou alta expressiva de 6,01% no ano , refletindo pressões de custos no setor.
Em resumo, a queda do IGP-M em 2025 oferece um alívio teórico nos custos, mas seu efeito prático sobre o bolso do inquilino é limitado e depende das cláusulas do contrato e das dinâmicas do mercado imobiliário.




































































