O ano de 2026 começa sob a luz prateada e ampliada da primeira superlua, batizando o calendário astronômico com um espetáculo celeste logo em sua estreia. Na noite de 1º para 2 de janeiro, a Lua do Lobo iluminará o céu, marcando não apenas a primeira lua cheia do ano, mas também o primeiro dos oito fenômenos de superlua previstos para 2026. Nesse momento, nosso satélite natural estará em seu perigeu – ponto de órbita mais próximo da Terra –, aparecendo até 14% maior e 30% mais brilhante aos nossos olhos.
Este espetáculo inaugural é, no entanto, apenas o prelúdio de um ano excepcional para observadores e entusiastas do cosmos. O grande destaque de 2026 será a ocorrência de quatro eclipses, um número significativo para um único ciclo. O cenário inclui dois eclipses solares e dois lunares, distribuídos ao longo dos meses.
A sequência começa com um eclipse total da Lua em 3 de janeiro, visível nas Américas, oferecendo uma oportunidade rara de ver o fenômeno logo após a superlua. Em 28 de junho, um eclipse lunar parcial poderá ser observado. No front solar, um eclipse anular do Sol (“anel de fogo”) cruzará o hemisfério sul em 17 de fevereiro, com melhor visibilidade em regiões da Antártica e sul do oceano Índico. O clímax ocorrerá em 12 de agosto, com um aguardado eclipse total do Sol, cujo caminho de totalidade passará sobre o Ártico, norte da Groenlândia, Islândia, norte da Península Ibérica e partes do Mediterrâneo.
Astrônomos ressaltam que a coincidência da Lua do Lobo com um eclipse lunar total em janeiro é um evento particularmente fotogênico e raro, acontecendo apenas algumas vezes por década. Assim, 2026 se apresenta como um ano em que os fenômenos celestes convidam o público a olhar para cima com frequência, lembrando a grandiosidade e a precisão do espetáculo permanente que é o nosso céu.


































































