Ataque militar dos EUA
US Air Force MC-130 Hercules aircrafts sit on a tarmac at Rafael Hernandez Airport in Aguadilla, Puerto Rico, on December 29, 2025. The United States has deployed a major military force in the Caribbean and has recently intercepted oil tankers as part of a naval blockade against Venezuelan vessels it considers to be under sanctions. Since September, US forces have launched dozens of air strikes on boats that Washington alleges, without showing evidence, were transporting drugs. More than 100 people have been killed. (Photo by Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP)

Ataque militar dos EUA na Venezuela: Maduro capturado e será julgado em Nova York

A capital venezuelana foi acordada na madrugada deste sábado por fortes explosões e ruídos de aeronaves, dando início a uma escalada sem precedentes na crise entre os Estados Unidos e a Venezuela. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que ordenou um “ataque em larga escala” contra o país e a captura bem-sucedida do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.

Ataque militar dos EUA e a Captura

De acordo com relatos de moradores e autoridades, as explosões começaram por volta das 2h no horário local (3h de Brasília) em Caracas e atingiram também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Imagens que circularam nas redes sociais mostraram colunas de fumaça e grande movimentação aérea sobre a cidade.

O governo venezuelano classificou a ação como uma “agressão militar gravíssima” e declarou estado de “Comoção Exterior” em todo o território nacional, convocando o povo para a “luta armada” contra a “agressão imperialista”.


A operação militar norte-americana teve como alvos bases militares estratégicas, incluindo o Forte Tiuna (principal quartel do exército) e a Base Aérea de La Carlota, ambas em Caracas, além do aeroporto e porto de La Guaira. Analistas sugerem que a ação teve características de uma operação de forças especiais, focada na captura de Maduro, e não de uma invasão convencional de larga escala. Trump afirmou que assistiu ao vivo à captura, transmitida pelos agentes que participaram da missão.

Acusações e o Futuro Judicial de Maduro

Pouco depois do anúncio da captura, a Procuradora-Geral dos EUA, Pam Bondi, confirmou que Nicolás Maduro e sua esposa serão julgados por um tribunal federal em Nova York. As acusações incluem conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Maduro de chefiar uma organização “narcoterrorista” e afirmou que sua captura foi executada para “proteger e defender” os militares americanos que cumpriam um mandado de prisão.

Enquanto isso, em Caracas, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente a liderança do país. Em pronunciamento, ela declarou desconhecer o paradeiro de Maduro e exigiu dos EUA uma “prova de vida imediata” do presidente e da primeira-dama.

Reações Internacionais e o Petróleo

A ação dos Estados Unidos gerou reações imediatas e divergentes na comunidade internacional. Aliados de Maduro, como Rússia, Cuba e Irã, repudiaram o ataque e pediram uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou profunda preocupação, alertando que os ataques abrem um “precedente perigoso“.

Na região, o presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou os bombardeios como “um ataque à soberania da América Latina”. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a ação como uma “flagrante violação do direito internacional“, lembrando “os piores momentos da interferência na política da América Latina”. Em contraste, o presidente da Argentina, Javier Milei, comemorou o ataque.

Em coletiva à imprensa, Donald Trump declarou que os EUA “vão governar” a Venezuela até que uma “transição de poder segura” possa ocorrer. Ele também vinculou a ação ao interesse estratégico no petróleo venezuelano, afirmando que permitirá a empresas petrolíferas americanas explorar as vastas reservas do país. A petrolífera estatal PDVSA informou que a produção segue normal após os ataques.

O cenário na Venezuela permanece em tensão, com o governo interino mobilizando forças de defesa e denunciando vítimas civis, embora ainda não tenha divulgado um balanço oficial de mortos e feridos. A incerteza sobre os próximos capítulos desta crise geopolítica continua.