Uma recente operação militar estrangeira em solo venezuelano desencadeou uma onda de reações internacionais profundamente divididas, refletindo as crescentes fraturas geopolíticas globais. Enquanto um bloco de países condenou veementemente a ação, um líder sul-americano surgiu como voz dissonante de apoio.
De Moscou, Pequim e Teerã partiram as críticas mais duras. Rússia, China e Irã, aliados estratégicos do governo de Nicolás Maduro, classificaram a operação como uma violação flagrante da soberania e do direito internacional. Os três emitiram alertas de segurança urgentes, pedindo que seus cidadãos e diplomatas na Venezuela permaneçam em casa e evitem deslocamentos. A chancelaria russa alertou para “consequências imprevisíveis” e uma “perigosa escalada”, em comunicado que ecoou a retórica chinesa sobre a “inviolabilidade dos princípios da Carta da ONU”.
Do outro lado do espectro político, o presidente argentino, Javier Milei, surpreendeu ao celebrar a ação. Em declaração pública, Milei, conhecido por suas posições libertárias e antissocialistas, definiu a operação como “um avanço histórico da liberdade nas Américas” e “um golpe contra a tirania”. Suas palavras, que romperam com a tradicional postura de não-intervenção de vários países da região, foram recebidas com frieza pelos governos do México, Colômbia e Brasil, que preferiram se manter em um cauteloso silêncio ou pedir moderação.
A divisão nas respostas internacionais deixa clara a transformação da crise venezuelana em um tabuleiro de xadrez global, onde atores poderosos projetam suas rivalidades. Enquanto as potências alinhadas a Caracas temem um precedente perigoso, a apologia de Milei sinaliza a formação de uma nova frente ideológica na região, potencialmente acirrando ainda mais os ânimos em um país já marcado por profunda instabilidade. O destino dos cidadãos estrangeiros no país agora também depende deste jogo de poder internacional.





























































