Universidade de Brasília planeja vender patrimônio bilionário em 2026

A Universidade de Brasília (UnB) anunciou planos de vender parte de seu patrimônio bilionário ao longo de 2026 como parte de uma estratégia para equilibrar as contas e liberar recursos para infraestrutura, pesquisa e expansão de atividades acadêmicas. A iniciativa marca uma mudança significativa na gestão dos bens da instituição e tem gerado debates entre estudantes, docentes e especialistas em educação.

O patrimônio da universidade inclui imóveis valiosos em áreas urbanas, terrenos e equipamentos que, segundo a administração, podem ser convertidos em recursos financeiros sem comprometer o funcionamento das atividades acadêmicas e administrativas. A proposta está em fase de planejamento e deverá passar por avaliações internas antes de qualquer negociação ser efetivada.

Objetivos da venda de patrimônio

A reestruturação planejada tem como objetivo principal garantir maior sustentabilidade financeira para a universidade em um momento de restrições orçamentárias e demandas crescentes por melhoria de infraestrutura. Com a arrecadação estimada com a venda de ativos, a UnB pretende investir em manutenção predial, modernização de laboratórios, expansão de programas de pesquisa e melhoria de serviços para estudantes.


Autoridades da universidade afirmam que a medida faz parte de um esforço maior de modernização da gestão de recursos, alinhando prioridades financeiras com necessidades acadêmicas e sociais de uma instituição de ensino superior pública.

Reações da comunidade acadêmica

A proposta tem sido recebida de forma mista dentro da comunidade universitária. Alguns membros veem a iniciativa como uma forma de gerar recursos imediatos para questões urgentes, enquanto outros apontam preocupações sobre a perda de patrimônio histórico e cultural. Há também questionamentos sobre a transparência dos processos de avaliação dos imóveis e critérios que serão usados para definir quais ativos serão negociados.

Estudantes e professores têm organizado debates internos e solicitações de audiências públicas para discutir os impactos da possível venda, especialmente em relação à missão educacional da universidade e à preservação de espaços acadêmicos.

Próximos passos e cronograma

A administração da universidade deve apresentar um plano detalhado de avaliação dos bens e definir um cronograma para possíveis negociações ao longo de 2026. A expectativa é que a medida seja debatida em instâncias colegiadas da UnB antes de qualquer contrato de venda ser aprovado.

A decisão final poderá influenciar o equilíbrio financeiro da instituição e servir de referência para outras universidades públicas que enfrentam desafios orçamentários semelhantes.