O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que violações cometidas pelo governo venezuelano não podem ser resolvidas com intervenção militar unilateral dos Estados Unidos. Cresce temor de que instabilidade e militarização no país na sequência de ataques norte-americanos piorem ainda mais condições da população venezuelana. Governo de Caracas convidou secretário-geral António Guterres a testemunhar “em primeira mão” consequências do ataque americano.
Operação militar causou baixas civis
Imagens mostram que EUA bombardearam centro de distribuição de material médico durante ataque à Venezuela, destruindo armazém que armazenava materiais para programa de nefrologia destinado a pacientes renais. Venezuela reporta pelo menos um civil morto e vários feridos confirmados em ataques a Catia La Mar, com incêndios, cortes de energia e danos graves à infraestrutura. Forças americanas também atingiram outras instalações civis durante operação que capturou Maduro.
Impacto humanitário da ocupação
Presença militar prolongada dos EUA ameaça agravar crise humanitária existente. Cortes de energia afetaram hospitais e instalações de tratamento de água. Escassez de medicamentos, já crítica antes da operação, intensificou-se com destruição de centros de distribuição. População civil enfrenta insegurança crescente em meio a operações militares em áreas urbanas densamente povoadas. ONU expressa preocupação particular com impacto sobre populações vulneráveis.
Comunidade internacional dividida
Cuba classificou ações dos EUA como reminiscentes dos “piores anos de despojo por meio da guerra”. Rússia e China condenaram veementemente operação como violação da soberania venezuelana. Países latino-americanos dividiram-se em reações, com alguns apoiando discretamente Washington enquanto outros expressam preocupação sobre precedente estabelecido. União Europeia manteve posição ambígua, equilibrando críticas a Maduro com desconforto sobre métodos americanos.
A transformação da Venezuela em zona de conflito armado com presença militar estrangeira indefinida representa tragédia humanitária em desenvolvimento. População civil, já sofrendo com crise econômica prolongada, agora enfrenta violência direta, destruição de infraestrutura e incerteza sobre futuro. A comunidade internacional falhou em prevenir escalada militar que, independente de justificativas políticas, inflige sofrimento desproporcional sobre pessoas comuns que não escolheram governantes nem invasores.
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