A agenda de transportes no Norte do Brasil ganhou novo fôlego em 2025 com entrada de cerca de R$ 3,3 bilhões em obras de infraestrutura. Pacote foi direcionado para rodovias federais e hidrovias que atendem Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, sob coordenação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Foco combina recuperação de pavimentos, conservação, construção de pontes, dragagens em rios e implantação de pequenos portos para reduzir isolamento e aumentar previsibilidade dos deslocamentos.
Rodovias em condições adequadas
Aproximadamente R$ 2,6 bilhões foram aplicados em recapeamento, restauração de trechos desgastados, reparos estruturais e ações de conservação rotineira. Efeito é monitorado pelo Índice de Condição de Manutenção (ICM), que classifica vias como boas, regulares ou ruins. Sete estados nortistas passaram a registrar, em conjunto, 82,8% das rodovias em condições adequadas de trafegabilidade. Intervenções priorizaram corredores estratégicos para escoamento de grãos, minérios e produtos industriais, além de ligações que sustentam serviços públicos e abastecimento de cidades distantes.
Hidrovias e portos fluviais
Mesmo com avanço da malha rodoviária, infraestrutura aquaviária segue central na logística nortista, pois em dezenas de cidades o barco é principal meio de transporte diário. Em 2025, cerca de R$ 308,3 milhões foram destinados a melhorias em rios estratégicos e pequenos portos, com dragagens em rotas como Benjamin Constant–São Paulo de Olivença, Coari–Codajás e Manaus–Itacoatiara. DNIT ampliou entrega e recuperação de Instalações Portuárias de Pequeno Porte em municípios do Amazonas e iniciou implantação da primeira IP4 do Amapá, em Santana.
Distribuição por estado
Distribuição dos investimentos considerou necessidades específicas de cada estado, como recuperação de pavimento em áreas de floresta e reforço de corredores de exportação. Roraima teve quase toda malha federal enquadrada como adequada. Tocantins recebeu investimentos para novas pontes, fortalecendo ligações interestaduais. Malha rodoviária federal sob responsabilidade do DNIT na região passa de 13 mil quilômetros, enquanto sistema aquaviário soma mais de 42 mil quilômetros.
Os R$ 3,3 bilhões investidos na Região Norte representam reconhecimento de que infraestrutura de qualidade é direito básico, não privilégio de capitais e regiões ricas. Para comunidades amazônicas que dependem de barcos para ir ao médico ou levar crianças à escola, cada porto construído significa acesso à dignidade. Para produtores que perdem mercadorias em estradas esburacadas, cada quilômetro recapeado é garantia de sustento familiar.





































































