Brasil inicia 2026 com injeção de R$ 110 bilhões na economia através da valorização do salário mínimo e da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Medidas anunciadas pelo ministro Luiz Marinho devem fortalecer consumo e impulsionar atividade econômica ao longo do ano. País criou mais de 5 milhões de empregos formais desde janeiro de 2023, segundo Novo Caged, com desemprego recuando para 5,2%, menor taxa registrada desde 2012.
Salário mínimo injeta R$ 81,7 bilhões
Novo piso nacional de R$ 1.621 representa reajuste de 6,7% em relação aos R$ 1.518 de 2025. Dieese estima que apenas aumento do salário mínimo injetará aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia brasileira ao longo do ano. Desse montante, quase R$ 40 bilhões correspondem ao aumento das despesas com benefícios previdenciários. Impacto alcança 49 milhões de trabalhadores formais, maior estoque da série histórica.
Isenção do IR beneficia 15 milhões
Medida que isenta totalmente quem recebe até R$ 5 mil por mês beneficia cerca de 15 milhões de brasileiros. Receita Federal estima que economia anual para quem entrou na isenção total pode chegar a R$ 4.356,89. Governo projeta injeção adicional de R$ 28 bilhões na economia, impulsionando setores como varejo, serviços e comércio local. Trabalhadores perceberão mudança no bolso já em fevereiro.
Consumo fortalecido impulsiona setores
Lógica é simples: dinheiro que não vai para imposto vira consumo, fortalecendo economia e fomentando criação de empregos. Para trabalhadores na faixa de isenção até R$ 5 mil, alívio tributário terá peso de aumento real de salário. Ministro sugere que brasileiros comparem contracheques: “Sobra no orçamento doméstico poderá ser direcionada para investimentos pessoais ou consumo de bens duráveis, como eletrodomésticos e veículos”.
Brasil combina políticas de transferência de renda com mercado de trabalho aquecado, criando ambiente favorável para crescimento econômico sustentado. Taxa de desemprego em 5,2% e crescimento distribuído regionalmente em todos os setores reforçam capacidade do país de manter ciclo positivo de geração de emprego e renda. Desafio será garantir que injeção de recursos não pressione inflação além da meta em ano eleitoral.



































































