Projeções de inflação e Selic do mercado para 2026 indicam inflação de 4,06% e taxa Selic de 12,25%
Projeções de inflação e Selic do mercado para 2026 indicam inflação de 4,06% e taxa Selic de 12,25%

Mercado financeiro projeta inflação de 4,06% e Selic de 12,25% para 2026

O mercado financeiro brasileiro projeta inflação de 4,06% para 2026, ligeiramente acima da meta central de 3% estabelecida pelo Banco Central, mas ainda dentro do intervalo de tolerância. As estimativas constam no Boletim Focus, divulgado pelo BC com base em projeções de mais de 100 instituições financeiras. Para a taxa Selic, a expectativa é de queda para 12,25% ao longo do ano.

Expectativas para PIB e câmbio permanecem estáveis

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) apontam crescimento de 1,8% em 2026, mesmo percentual esperado para 2027. A estimativa reflete um cenário de desaceleração econômica em relação a 2025, influenciado pela manutenção de juros elevados e incertezas do ambiente eleitoral. Com relação ao câmbio, o mercado mantém há 12 semanas consecutivas a projeção de dólar a R$ 5,50 no final de 2026.

Trajetória da taxa básica de juros

A Selic encerrou 2025 em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa para conter a demanda aquecida e controlar a inflação. Para 2026, o mercado espera que a taxa caia gradualmente para 12,25%, seguindo para 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028. O início do ciclo de cortes dependerá da consolidação da trajetória desinflacionária.


Impactos da política monetária na economia

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, com reflexos nos preços. Juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, podendo dificultar a expansão econômica. Por outro lado, taxas elevadas atraem investidores estrangeiros, fortalecendo o real frente ao dólar. Os bancos consideram outros fatores na definição dos juros cobrados de consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Economistas alertam que o ano eleitoral de 2026 pode trazer volatilidade adicional aos mercados, especialmente a partir do segundo semestre. A manutenção da disciplina fiscal e sinais claros sobre a política econômica do próximo governo serão determinantes para que as projeções atuais se confirmem e o Brasil mantenha a inflação controlada.