Polícia trata como suspeita a morte do tio de Suzane von Richthofen. Corpo passará por exames toxicológicos e cremação foi impedida
A Polícia Civil de São Paulo investiga como morte suspeita o falecimento de Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, tio de Suzane von Richthofen. O corpo foi encontrado na tarde de sexta-feira (9), na residência onde ele morava sozinho, no bairro do Campo Belo, Zona Sul da capital paulista.
De acordo com a polícia, a morte foi classificada como suspeita devido às circunstâncias do óbito ainda não esclarecidas. Por esse motivo, a cremação do corpo foi impedida, e foram solicitados exames necroscópico e toxicológico no Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte.
🔹 Corpo foi encontrado por vizinho
O corpo de Miguel foi localizado por um vizinho, João Batista da Silva, proprietário de uma empresa de construção ao lado da residência. Segundo o boletim de ocorrência, ele estranhou a falta de contato com o médico por cerca de dois dias e decidiu verificar o imóvel.
Utilizando uma escada, o vizinho olhou por cima do muro e visualizou o corpo no quarto do piso superior, sentado no chão e com as costas apoiadas na cama. Em seguida, acionou a polícia pelo 190.
🔹 Últimos registros e rotina isolada
Miguel Abdalla Netto era médico, morava sozinho e levava uma vida considerada reservada e isolada. Um dia antes de o corpo ser encontrado, a diarista foi até a casa, bateu no portão, tocou a campainha e enviou mensagens, mas não obteve resposta.
Imagens de câmeras de segurança de uma empresa vizinha mostram Miguel entrando em casa no dia 7 de janeiro de 2026, às 17h10. Desde então, ele não foi mais visto saindo do imóvel.
O Samu foi acionado e chegou ao local por volta das 16h40 da sexta-feira. A morte foi constatada minutos depois. O relatório apontou rigor mortis e livor mortis, indicando que o óbito havia ocorrido horas antes da descoberta. Não foram encontrados sinais aparentes de violência.
🔹 Ligação com o Caso Richthofen
Miguel era irmão de Marísia von Richthofen, assassinada em 2002 a mando da própria filha, Suzane. Após a morte da irmã, ele se tornou tutor de Andreas von Richthofen, que tinha 14 anos na época e viveu com o tio até completar 18.
Miguel rompeu relações com Suzane e protagonizou conflitos frequentes com Andreas, principalmente envolvendo a herança da família, avaliada em cerca de R$ 10 milhões. Foi ele quem ingressou com a ação judicial que declarou Suzane indigna de herdar os bens, fazendo com que Andreas se tornasse herdeiro único.
🔹 Possível disputa por herança
Com a morte de Miguel, pode ser aberta uma nova disputa sucessória. O patrimônio inclui a casa no Campo Belo e um sítio no litoral paulista. Caso ele não tenha deixado filhos, pais vivos ou cônjuge com direito à herança, Andreas e Suzane podem entrar na linha sucessória, dependendo da análise legal e do resultado da investigação sobre a causa da morte.
O caso foi registrado no 27º Distrito Policial do Campo Belo, que aguarda os laudos periciais para definir os próximos passos da investigação.



























































