O ex-presidente Jair Bolsonaro completou cerca de 34 dias sob custódia da Polícia Federal (PF) em Brasília desde que passou a cumprir uma pena superior a 27 anos de prisão pela condenação na ação penal que envolveu tentativa de golpe de Estado. Nesse período, sua rotina na detenção teve momentos específicos relacionados à saúde e cuidados autorizados pelas autoridades.
Desde o início da custódia, a rotina de Bolsonaro incluiu banhos de sol regulares e sessões de fisioterapia, autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo, como parte das medidas para manter o bem-estar do ex-presidente durante o cumprimento da pena.
Banhos de sol e fisioterapia
As atividades ao ar livre e a fisioterapia têm sido parte das autorizações concedidas pela PF, consideradas importantes pela defesa diante de um quadro de múltiplas cirurgias anteriores e debilidade geral relatada pelos advogados.
Bolsonaro também recebeu visitas autorizadas, incluindo as da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de familiares e aliados, desde que previamente liberadas pelo ministro do STF responsável pelo caso.
Desafios de saúde e sono
Durante o período de detenção, o ex-presidente enfrentou problemas de saúde, incluindo a necessidade de uma cirurgia para correção de hérnia inguinal, à qual foi submetido com autorização judicial. Ele também relatou dificuldades para dormir, uma situação que foi mencionada em contextos relacionados a sua condição clínica e que tem sido acompanhada por especialistas e pela equipe médica responsável pelos cuidados enquanto cumpre pena.
A defesa de Bolsonaro já apresentou petições ao STF relatando quadros de apneia do sono e outras comorbidades, sem que haja previsão clara de mudanças no regime de detenção por motivos de saúde até o momento.
Cuidados médicos e acompanhamento
Além da fisioterapia e dos banhos de sol, a rotina de cuidados de saúde tem incluído avaliações médicas periódicas. Em episódios recentes, Bolsonaro foi levado a hospitais para exames e tratamentos relacionados a quedas ou agravamentos de sintomas, sempre sob supervisão da PF e com autorização judicial quando necessário.
O primeiro mês de prisão mostra um equilíbrio entre medidas para manter a integridade física do ex-presidente e o cumprimento das determinações legais de custódia, com atenção especial às reclamações de saúde e bem-estar apresentadas por sua defesa ao STF.



































































