Boletim Focus: mercado reduz levemente projeção de inflação e mantém estimativas para PIB, câmbio e juros

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (12 de janeiro de 2026) pelo Banco Central mostrou uma redução marginal na projeção de inflação para este ano, enquanto as estimativas para outros indicadores econômicos permaneceram estáveis, segundo levantamento com economistas e instituições financeiras.

A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 4,06% para 4,05%, sinalizando uma leve revisão de expectativas de preços no país. Para os próximos anos, o mercado manteve as estimativas de inflação em 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029, sem alterações recentes.

Projeções de crescimento econômico


No caso do Produto Interno Bruto (PIB), as projeções de analistas para o crescimento da economia brasileira ficaram estáveis em 1,80% tanto para 2026 quanto para 2027, com leve aceleração prevista para 2,00% em 2028 e 2029.

Estimativas de câmbio e juros

Segundo o relatório, a expectativa para a taxa de câmbio em 2026 permanece em R$ 5,50 por dólar, também mantendo previsões idênticas para 2027. Já para os anos seguintes, as estimativas oscilam levemente, com R$ 5,52 em 2028 e cerca de R$ 5,57 em 2029.

A projeção do mercado para a taxa básica de juros (Selic) ao fim de 2026 ficou em 12,25% ao ano, mesmo patamar observado nas últimas semanas. Para 2027, a estimativa permanece em 10,50%, reforçando a expectativa de redução gradual dos juros ao longo dos próximos anos.

O que isso significa

O Boletim Focus é um levantamento semanal com projeções de mais de cem instituições financeiras, que serve como referência para o mercado financeiro e para formulação de políticas econômicas. A redução na projeção de inflação indica que os analistas esperam um controle de preços um pouco mais eficiente em relação ao estimado anteriormente, mesmo que essa mudança seja pequena.

As previsões estáveis para PIB, câmbio e Selic sugerem que o mercado financeiro não antecipa mudanças drásticas nessas variáveis no curto prazo, mantendo uma visão moderada sobre o desempenho da economia brasileira em 2026 e nos anos seguintes.