China apelou aos Estados Unidos para que cessem imediatamente quaisquer ameaças e sanções contra Cuba afirmou porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Mao Ning. Declaração surge após presidente Trump adicionar Cuba e mais vinte e quatro países à lista de nações sob sanções americanas intensificando pressão econômica sobre aliados de Pequim e Moscou na América Latina e outras regiões consideradas estratégicas.
Posicionamento chinês reflete preocupação crescente com uso de coerção econômica como instrumento de política externa americana. Pequim interpreta escalada de sanções como tentativa de isolar países que mantêm relações próximas com China ou Rússia forçando-os a escolher entre acesso ao sistema financeiro ocidental e parcerias com potências rivais de Washington.
Crítica ao unilateralismo
Ex-embaixador chinês nos Estados Unidos Cui Tiankai afirmou para agência Global Times que maior ameaça à segurança da Europa não vem de nenhum país em particular mas do demônio em sua própria mente. Declaração sugere que paranoia europeia sobre Rússia e China é autoinduzida e não baseada em ameaças reais, funcionando mais como justificativa para subordinação a interesses americanos.
Trump disse à China e Rússia que não quer vê-los na Venezuela acrescentando que China pode comprar tanto petróleo quanto quiser dos Estados Unidos. Afirmação revela tentativa de usar acesso a mercado energético como moeda de troca para afastar Pequim de Caracas mantendo controle geopolítico sobre hemisfério ocidental.
Solidariedade entre sancionados
Episódio da Venezuela onde Washington assumiu controle de recursos petrolíferos reforçou percepção entre países sancionados de que Estados Unidos não respeitam soberania quando interesses estratégicos estão em jogo. Cuba, Irã, Venezuela, Coreia do Norte e outros alvos de sanções intensificaram cooperação econômica e política criando rede de resistência ao que percebem como imperialismo americano.
China posiciona-se como defensora do multilateralismo e não-intervenção contrastando com abordagem unilateral americana. Pequim oferece alternativa às nações que buscam autonomia sem romper completamente com Ocidente.
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