Os preços do petróleo registraram alta expressiva — acima de US$ 1 por barril — na terça-feira (13 de janeiro de 2026), em meio à perspectiva de redução das exportações de petróleo do Irã, um dos principais produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o que elevou o risco de tensão na oferta global.
Os contratos futuros do petróleo Brent avançaram cerca de 2,5%, fechando a US$ 65,47 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos teve alta em torno de 2,8%, chegando a US$ 61,15 por barril. Esse movimento ocorreu apesar da expectativa de oferta adicional vinda da Venezuela, cuja produção poderia ganhar espaço com acordos recentes e retomada de exportações.
Riscos geopolíticos e oferta
Analistas destacaram que o mercado vem incluindo nos preços um prêmio por riscos geopolíticos, especialmente diante da possibilidade de interrupções nas exportações iranianas, motivadas por tensões internas, protestos antigoverno e pressões internacionais que podem afetar as operações de produção e envio de petróleo.
O Irã, que produz milhões de barris diários e exporta uma fração significativa para diversos mercados, é visto como um ator relevante para o equilíbrio da oferta global. Qualquer perspectiva de que parte dessa produção possa ser reduzida ou interrompida tende a ser precificada rapidamente pelos mercados, elevando as cotações do óleo bruto.
Investidores também observam outros fatores que influenciam o sentimento do mercado, incluindo situações em países produtores como a Venezuela e discussões geopolíticas mais amplas envolvendo regiões produtoras de energia, reforçando a volatilidade dos preços no curto prazo.
O avanço nos preços do petróleo pode ter efeitos em cadeias de valor mais amplas, incluindo custos de combustíveis e pressões inflacionárias, caso as altas sejam sustentadas ou ganhem novo impulso em função de eventos políticos ou cortes de oferta futuros.

































































