Dirigentes dos principais bancos centrais globais divulgaram nesta terça-feira (13 de janeiro de 2026) uma declaração conjunta em defesa de Jerome H. Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, após uma investigação criminal iniciada pelo Departamento de Justiça dos EUA contra ele. A iniciativa destaca a solidariedade internacional e a importância de manter a independência das autoridades monetárias frente a pressões políticas.
O comunicado foi assinado por líderes de instituições como o Banco Central Europeu (BCE), Banco da Inglaterra, Banco do Canadá e outros bancos centrais de países como Suécia, Dinamarca, Suíça, Austrália, Coreia do Sul e Brasil. Os dirigentes afirmaram que “estão em plena solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e com seu presidente Jerome H. Powell” e ressaltaram que a autonomia dos bancos centrais é um “pilar da estabilidade de preços, financeira e econômica”.
Defesa da independência monetária
Na carta conjunta, os signatários reforçaram que Powell atuou com integridade, focado em seu mandato e comprometido com o interesse público, descrevendo-o como um colega respeitado na comunidade internacional de formuladores de política monetária. Eles destacaram que a independência das autoridades monetárias é essencial para manter a confiança dos mercados, controlar a inflação e proteger a estabilidade econômica em seus respectivos países.
A declaração surge em um contexto de tensão política nos Estados Unidos, em que o presidente Donald Trump intensificou críticas ao Fed por sua política de juros e o Departamento de Justiça abriu uma investigação relacionada a uma reforma de cerca de US$ 2,5 bilhões na sede do Fed em Washington, que Powell classificou como um “pretexto” para interferir na condução da política monetária.
Especialistas e líderes monetários ressaltam que movimentos como esse — uma resposta coordenada de vários bancos centrais — são incomuns e refletem uma preocupação compartilhada globalmente com a preservação da autonomia técnica das instituições que definem políticas de juros e estabilidade financeira.


























































