As ondas de calor cada vez mais frequentes têm provocado impactos visíveis nos centros urbanos e residenciais. Jardins antes viçosos passam a apresentar folhas caídas, solo ressecado e crescimento comprometido. O fenômeno não é isolado nem casual: está inserido em um contexto global de aquecimento, que pressiona cidades, serviços públicos e a relação cotidiana das pessoas com o meio ambiente.
Plantas como termômetro do clima
Folhas murchas e coloração opaca são sinais clássicos de estresse térmico. Em temperaturas elevadas, as plantas perdem água mais rápido do que conseguem repor, mesmo quando regadas com frequência. Esse desequilíbrio se intensifica em áreas urbanas, onde o asfalto e o concreto ampliam o calor ambiente, criando ilhas térmicas que afetam diretamente jardins, hortas e áreas verdes.
Cuidados práticos diante do calor extremo
Especialistas apontam ajustes simples, porém estratégicos. Regar no início da manhã ou no fim da tarde reduz a evaporação. A cobertura do solo com matéria orgânica ajuda a manter a umidade e protege as raízes. Também cresce a recomendação de priorizar espécies mais resistentes ao calor, uma tendência que já influencia viveiros, paisagistas e o mercado de jardinagem.
A fragilização das plantas vai além da estética. Hortas domésticas e comunitárias perdem produtividade, afetando iniciativas de segurança alimentar. Em escala maior, o aumento de custos com irrigação pressiona famílias e administrações públicas. O setor agrícola urbano, ainda pequeno, mas crescente, sente os efeitos de um clima menos previsível.





































































