O etanol terminou 2025 como o combustível que mais teve alta no preço ao consumidor no Brasil, segundo levantamento da ValeCard com base em transações em mais de 25 mil postos pelo país. O biocombustível encerrou o ano com aumento acumulado de 4,92%, pressionado por fatores de oferta e demanda ao longo dos meses.
Em dezembro, o preço médio do litro do etanol hidratado foi de R$ 4,56, representando uma alta de 2,04% em relação a novembro e de 6,82% na comparação com dezembro de 2024. Os dados refletem a evolução mensal e anual dos valores, que ficaram acima dos praticados pela gasolina e pelo diesel no mesmo período.
Desempenho dos combustíveis ao longo de 2025
Enquanto o etanol registrou o maior aumento no ano, outros combustíveis tiveram comportamento distinto. A gasolina manteve preços relativamente estáveis, com variação acumulada inferior a 1% em 2025, fechando a R$ 6,379 por litro. Já o diesel S-10 apresentou leve retração anual e ficou em R$ 6,301, com pequena oscilação mensal.
A diferença entre a valorização do etanol e a estabilidade da gasolina e do diesel indica uma pressão maior sobre o biocombustível ao longo de 2025. Essa tendência foi acentuada em dezembro, tradicionalmente um mês de maior demanda, devido ao fim da safra de cana-de-açúcar e à redução da oferta.
Fatores que influenciaram a alta do etanol
Especialistas apontam que a dinâmica sazonal da produção de etanol, com menor disponibilidade após o término da safra, contribui para a elevação dos preços no fim do ano. A maior procura por viagens nas férias e a entressafra da cana-de-açúcar coincidiram, pressionando o valor nas bombas.
Além disso, análises de mercado mostram que oferta restrita e estoques mais baixos também sustentaram patamares elevados de preços em dezembro, com impacto significativo nos custos dos combustíveis para os consumidores.
Comparação com outros combustíveis e cenário para 2026
No fechamento de 2025, a gasolina teve aumento marginal e o diesel S-10 variou pouco. Em contrapartida, o etanol manteve trajetória de alta, o que pode influenciar o orçamento de motoristas e a competitividade do biocombustível no início de 2026.


































































