Uma pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (15 de janeiro de 2026) revelou que 58% dos brasileiros afirmam ter medo de que os Estados Unidos realizem uma ação militar no Brasil semelhante à operação executada recentemente na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
O levantamento foi feito entre os dias 8 e 11 de janeiro com 2.004 brasileiros em 120 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Temor e avaliação da intervenção americana
Segundo a pesquisa, 58% dos entrevistados disseram ter receio de que o Brasil seja alvo de uma operação parecida com a ocorrida na Venezuela, enquanto 40% afirmaram não temer uma ação militar americana no país e 2% não souberam ou não responderam.
Em relação à intervenção na Venezuela, 46% dos brasileiros aprovam a ação militar dos EUA que levou à captura de Maduro e sua esposa, 39% desaprovam e 15% não souberam responder.
Opinião sobre a legitimidade da intervenção
A pesquisa também perguntou se os entrevistados consideram “aceitável interferir em outro país para prender um ditador”. Metade dos entrevistados disse que sim, enquanto 41% discordaram dessa afirmação e 9% não souberam responder.
Postura do Brasil e avaliação de Lula
Quando questionados sobre a postura do governo brasileiro diante da crise venezuelana causada pela ação americana, 66% afirmaram que o Brasil deve manter uma posição neutra, 18% disseram que o país deveria apoiar os EUA e 10% defenderam que o governo brasileiro se oponha à intervenção.
Sobre a avaliação da reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao episódio, 51% consideraram que ele errou ao condenar a intervenção, 37% afirmaram que o presidente agiu corretamente e 12% não souberam ou não responderam.
Conclusão
Os dados mostram que a opinião pública no Brasil está dividida quanto à atuação militar dos Estados Unidos e às repercussões do episódio venezuelano, com uma parte significativa da população temendo que uma ação semelhante possa ocorrer em território brasileiro e defendendo prudência na postura do país diante de tensões internacionais.




































































