Bap diz que Flamengo pode gastar 50 % a mais do que gasta hoje e defende modelo de gestão

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que o clube tem capacidade de gastar até 50 % a mais do que gasta atualmente, desde que haja receita recorrente compatível, em entrevista ao jornal espanhol AS. Ele também ressaltou que o Flamengo opera com um modelo de gestão que, segundo ele, o coloca “como uma ilha no Brasil” em termos de administração e resultados.

Capacidade de investimento e modelo de gestão

Bap explicou que o Flamengo teve um crescimento de receitas mesmo sem conquistar todos os títulos em 2025, ultrapassando a marca de R$ 2 bilhões em arrecadação no ano anterior. Ele afirmou que esse resultado permitiu ao clube gerir melhor os recursos e que, caso o Fair Play Financeiro seja adotado no Brasil, o Flamengo poderia dobrar seus gastos e investimentos, mantendo a sustentabilidade financeira.

Segundo o dirigente, o clube gastou cerca de 40 % da sua receita de futebol no ano passado, percentual considerado abaixo de muitos outros clubes brasileiros. Se a gestão seguir crescendo a receita de maneira recorrente, ele acredita que a capacidade de gastos pode aumentar sem comprometer a saúde financeira da agremiação.


Rentabilidade além dos resultados esportivos

Bap comparou a estratégia do Flamengo com a de grandes clubes europeus, afirmando que o objetivo não é depender apenas dos resultados dentro de campo para crescer. “O crescimento do Flamengo não depende do sucesso esportivo”, afirmou, destacando oportunidades comerciais em áreas que vão além do futebol, como venda de produtos, entretenimento e expansão de marca — comparando esse modelo ao conceito de um clube-marca similar a uma “Disney do futebol”.

Ele também observou que mesmo sem acumular títulos importantes em uma temporada, as receitas do clube continuaram a crescer, indicando maior potencial de geração de receita recorrente.

Fair Play Financeiro e gastos responsáveis

O presidente rubro-negro comentou sobre o papel do Fair Play Financeiro, dizendo que ele foi criado para impedir que clubes gastem mais do que arrecadam — algo comum em equipes que comprometem grande parte de sua receita com despesas operacionais. Segundo Bap, a gestão atual do Flamengo mantém os gastos em níveis considerados mais sustentáveis em comparação com outras equipes brasileiras, e a possibilidade de ampliá-los em até 50 % dependeria de uma base de receitas duradoura e crescente.